Longe da TV aberta, Guilherme Fontes planeja lançar desenho animado de vilão marcante

13/06/2017 às 13:37 · Tempo de leitura: 3 minutos

Guilherme omo Alexandre em A Viagem. (Foto: Divulgação)

Guilherme Fontes. (Foto: Leo Martins / Agência O Globo)

Afastado da TV aberta desde 2014, quando fez “Boogie Oogie”, Guilherme Fontes vem traçando outros planos para a carreira, em que as novelas não aparecem como prioridade.

Em entrevista ao site do jornalista Daniel Castro, o ator revelou que cogita lançar um desenho animado baseado em um dos personagens mais marcantes vividos por ele: o vilão Alexandre, de “A Viagem” (1994). “Eu adoro a repercussão do personagem, fico feliz. Acho até que a gente devia fazer um desenho animado do Alexandre. Cada dia que passa ele fica mais presente. Para mim [o retorno do público] é intenso, é diário, há anos e anos. A novela reprisou muito e atingiu muitas gerações. Acho demais”, declarou.

Após uma experiência frustrante como diretor do filme “Chatô — O Rei do Brasil” — que levou 20 anos para ser finalizado, e que no fim das contas ainda foi acusado de fazer mau uso do dinheiro público —  e participações em séries da TV paga (“Edifício Paraíso”, do GNT, e “Pacto de Sangue”, do Space), o ator trabalha em uma produção para um serviço de streaming e quer investir nesse segmento. “Eu estou preparando um filme para streaming, como diretor, não sei se vou atuar. Ainda estou em negociação, mas é para plataforma de vídeo on demand. Na verdade, minha a intenção é trabalhar agora só para VOD. É tão objetivo, acho incrível”, disse.

Com 17 novelas no currículo, Fontes aposta na hegemonia da produção de séries no futuro e também almeja trabalhar firme em atrações desse gênero. “Cada vez mais você percebe que, ainda que os canais sejam segmentados, vão estar sempre abertos a produtos de qualidade. Não adianta, as séries são o futuro da dramaturgia na televisão. Tudo a mais do que série vai ficando cada vez mais passado. Eu tenho namorado a segmentação há muitos anos, ir de encontro ao público objetivamente alvo é muito melhor do que ficar solto e perdido no meio de 50 milhões. Acho que fazer a cabeça de 50 milhões é uma coisa inacreditável, mas fazer a cabeça de 5 milhões me parece mais simples. Se fizer um [papel em série] por ano, está ótimo”, afirmou.

Guilherme Fontes como Alexandre em “A Viagem”. (Foto: Divulgação)

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