Fim da escala 6x1? Lula encaminha projeto com urgência para nova lei trabalhista hoje (15)

Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, em regime de urgência, um projeto de lei que prevê o fim da escola 6x1

15/04/2026 às 16:13 · Tempo de leitura: 8 minutos

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução / YouTube)

Governo de Lula encaminhou ao Congresso um projeto de lei que prevê o fim da escola 6×1

O governo federal deu um passo importante rumo à possível transformação da jornada de trabalho no país. Nesta terça-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, em regime de urgência, um projeto de lei que prevê o fim da escola 6×1.

A proposta também inclui a redução da carga horária semanal de 44 horas para 40 horas, sem qualquer diminuição salarial.

Nesta matéria, você encontrará:

  • Fim da escala 6×1
  • Redução da jornada semanal
  • Possibilidade de aprovação

Governo quer aprovação rápida no Congresso

Durante coletiva no Palácio do Planalto, o ministro da Secretária-Geral, Guilherme Boulos, afirmou que o governo espera aprovação da proposta em até três meses.

“Nós acreditamos que vai ser aprovada dentro desse prazo de 90 dias. O projeto de lei com regime de urgência garante 45 dias no máximo de tramitação na Câmara e 45 dias de tramitação no Senado”, disse Guilherme Boulos.

Se aprovado nesse prazo, o projeto segue para sanção de Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer como lei em todo território nacional.

Redução da jornada de trabalho

Um dos pontos centrais da proposta é garantir que a diminuição da carga horária não resulte em perda financeira para os trabalhadores.

O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que a medida busca equilibrar produtividade e qualidade de vida.

“O que se debate é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e, junto, uma importante bandeira para a valorização da vida. A escala 6×1 é a pior das escalas de jornada de trabalho que possa existir, em especial para as mulheres”, destacou Marinho.

De acordo com o projeto, não será permitido:

  • Redução nominal de salários
  • Redução proporcional de ganhos
  • Alterações em pisos salarias

A regra valerá para todos os regimes: integral, parcial e especiais.

Nova jornada como padrão

A proposta estabelece um novo modelo de referência no Brasil: 5×2, com dois dias consecutivos de descanso semanal.

Além disso, o limite de 40 horas semanais passará a ser aplicado de forma ampla, incluindo categorias como:

  • Trabalhadores domésticos
  • Comerciários
  • Aeronautas
  • Atletas
  • Radialistas

Escalas diferenciadas, como 12×36, continuam permitidas, desde que respeitem a média semanal de 40 horas por meio de acordos coletivos.

Ilustração escala 6×1 (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Impactos na saúde e qualidade de vida

O governo defende que a mudança não é apenas trabalhista, mas também social e de saúde pública.

A redução da jornada de trabalho pode contribuir para:

  • Menor incidência de doenças mentais
  • Redução de acidentes de trabalho
  • Mais tempo para família e lazer
  • Melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (Foto: Globo/JN)

Mais produtividade e menos desgaste

Além disso, o governo de Lula também afirma que jornadas mais equilibradas podem aumentar a produtividade. Estudos e experiências internacionais indicam que:

  • Trabalhadores descansados produzem mais
  • Há redução de afastamentos médicos
  • A rotatividade nas empresas diminui
  • Ambiente de trabalho se torna mais saudável

O que Lula disse sobre a proposta?

Nas redes sociais, Lula reforçou o objetivo da medida: “Encaminhei ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, um projeto de lei que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. E, importante, sem qualquer redução no salário. A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”.

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução / Globo)

O que pode acontecer agora

O projeto ainda precisa passar pela Câmera dos Deputados, Senado e sanção presidencial.

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