Lula acionado: Novo projeto prepara R$2500 de salário mínimo a esses CLTs em todo o Brasil

Governo Lula se movimenta diante de demandas e impulsiona novo projeto que estabelece salário mínimo de R$2500

24/03/2026 às 19:15 · Tempo de leitura: 5 minutos

Luiz Inácio Lula da Silva e ilustração salário mínimo (Fotos: Reproduções / Ricardo Stuckert / Canva)

Governo Lula se movimenta diante de demandas e impulsiona novo projeto que estabelece salário mínimo de R$2500

O debate sobre salários voltou ao centro das discussões em Brasília e ganhou força nos últimos dias. Um novo projeto chamou atenção e mobilizou trabalhadores com carteira assinada. Ele foca diretamente no setor do comércio, que emprega milhões no país.

A proposta ainda não virou lei, mas já provoca reações. E, ao mesmo tempo, levanta dúvidas sobre quem realmente pode receber esse valor maior.

Além disso, o Projeto de Lei 6.508/25 já entrou em análise na Câmara dos Deputados. O texto propõe um piso de R$ 2.500 para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo.

Ilustração salário mínimo (Foto: Montagem TV Foco / Canva)

Também prevê um valor maior, de até R$ 2.750, para quem tiver qualificação. A proposta faz parte de uma política mais ampla. Ela tenta valorizar a categoria e incentivar formação profissional.

Hoje, o comércio reúne mais de 10 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Por isso, qualquer mudança nesse setor pode gerar impacto direto na economia. E, justamente por isso, o projeto chama atenção dentro e fora do Congresso. Especialistas já acompanham os possíveis efeitos da medida.

O texto definiu regras claras para o novo salário. O trabalhador precisa cumprir jornada de até 40 horas semanais para receber R$ 2.500. Já o valor maior exige qualificação. Nesse caso, a pessoa precisa comprovar ao menos 160 horas de cursos. Esses cursos devem ser reconhecidos por instituições oficiais, como o MEC ou o Senac.

Mas o que significa essa qualificação na prática?

Trata-se de cursos que desenvolvem habilidades úteis no trabalho. Por exemplo, atendimento ao cliente, técnicas de vendas ou gestão básica. Assim, o projeto tenta ligar salário mais alto à preparação profissional. E, com isso, busca melhorar a qualidade dos serviços no setor.

Além disso, o projeto também definiu como o salário será reajustado. O texto prevê atualização anual sempre no início do ano. O cálculo considera o INPC. Esse índice mede a inflação para famílias de menor renda. Em outras palavras, ele mostra como o custo de vida mudou. E, além disso, o projeto inclui um ganho real baseado no crescimento do comércio.

Esse ponto exige atenção. O valor de R$ 2.500 não substitui o salário mínimo nacional. Ele cria um piso específico para trabalhadores do comércio. Ou seja, funciona como um valor mínimo dentro da categoria.

Se aprovado, empresas do setor precisarão seguir essa regra

  • O piso proposto é de R$ 2.500 para jornada de até 40 horas semanais.
  • O valor pode chegar a R$ 2.750 com qualificação comprovada.
  • Os cursos precisam ter pelo menos 160 horas e reconhecimento oficial.
  • O reajuste anual considera inflação e crescimento do setor.

Enquanto isso, o projeto ainda segue em tramitação na Câmara. Ele precisa passar por comissões antes de qualquer votação final. Depois disso, o Congresso ainda precisa aprovar o texto. E, por fim, o presidente deve sancionar a proposta para que ela vire lei. Até lá, nada muda na prática.

Ainda assim, o tema já movimenta o debate público. De um lado, trabalhadores enxergam chance de aumento real na renda. Por outro lado, especialistas analisam possíveis impactos no emprego. Alguns apontam risco de aumento da informalidade. Outros defendem que a medida pode estimular qualificação e crescimento.

Portanto, o cenário segue indefinido. O projeto avança, mas ainda enfrenta etapas importantes. E, enquanto isso, o tema continua em discussão.

Por fim, o que já se sabe é que a proposta tenta mudar a lógica atual. Ela conecta salário, qualificação e desempenho do setor. E essa combinação pode influenciar o futuro do trabalho no comércio.

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