Luta contra falência: Padaria tradicional e gigante dos doces de SP afunda com dívida de R$ 73 milhões
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Padaria tradicional luta contra falência após se afundar em dívidas (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/Mercado&Consumo/Freepik)
Tradicional padaria de São Paulo luta para sobreviver após se afundar em dívidas e essa é a sua situação
No dia 16 de fevereiro de 2024, uma tradicional e movimentada Padaria, cuja qual possui uma marca gigante de doces, teve seu pedido de recuperação judicial aprovado, a fim de lutar contra o terror da falência.
Estamos falando da Cepam, localizada na região da Zona Leste da cidade de São Paulo.
Fundadas em 1968 e 1973, respectivamente, as marcas pertencem às empresas Cepam Comércio de Alimentos e Village Cepam Indústria de Chocolates, ainda são geridas pelas famílias fundadoras.
Ela é reconhecida como um ponto de encontro de pessoas de todas as regiões da cidade, das mais variadas classes, origens, profissões e costumes que se encantam com a variedade de produtos e qualidade dos mesmos.
Dívidas e o processo …
Conforme informações do portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Globo, a mesma acabou se afundando com uma dívida de R$ 73,4 milhões.
O processo segue em tramitação prioritária na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJ-SP.
O processo foi protocolado pelo escritório Otto Gübel Sociedade de Advogados.
De acordo com a Folha de S. Paulo, as empresas ainda não se recuperaram dos baques da pandemia de Covid-19, quando precisaram contrair empréstimos para pagar salários e cobrir os custos de operação.
Vale destacar que as empresas já vinham dando sinais de crise e vinham tentando, por meios judiciais, estender o prazo para os pagamentos dos credores.
Em 2023, por exemplo, a Village anunciou a restrição da venda de ovos de Páscoa à loja de fábrica e à padaria.
Em agosto de 2023, a Cepam chegou a divulgar um comunicado para os clientes nas redes sociais esclarecendo que não fecharia as portas:
“Cepam esclarece categoricamente as recentes notícias veiculadas em redes sociais sobre um possível fechamento de suas atividades.
Tais informações são completamente infundadas e não possuem qualquer base com a realidade.
Estabelecimento reforça compromisso com a qualidade e seguirá o propósito em servir os clientes com a excelência que sempre norteou o trabalho a mais de 50 anos”
Cepam é uma das padarias mais tradicionais de São Paulo (Reprodução: Internet)
A Cepam luta contra a falência após dívidas de R$73 milhões (Foto Reprodução/Internet)
Anúncio da Cepam sobre o seu funcionamento (Foto Reprodução/Instagram)
No dia 30 de janeiro de 2024, o juiz Paulo Furtao de Oliveira Filho solicitou o envio de documentos, como o relatório gerencial de fluxo de caixa, relação de bens e direitos e informações sobre débitos trabalhistas, para avaliar o pedido de tutela judicial.
De acordo com o portal Exame, com o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções e cobranças dos credores da empresa ficaram suspensas por 180 dias.
Ficou determinado que a Deloitte Touche Tohmatsu Consultore será a administradora judicial da recuperação judicial.
O que causou a crise da Cepam?
Como mencionamos brevemente, no ano de 2020, com a pandemia e a queda na demanda, a Cepam precisou tomar empréstimos bancários para pagar funcionários e cobrir os custos de operação.
De acordo com o portal Exame, a empresa chegou a desenhar estratégias para otimizar a produção e honrar os compromissos, mas o alavancamento da operação e as taxas de juro, que subiram ao longo dos últimos anos, atrapalharam os planos da padaria.
A partir daí, foi o que chamamos de bola de neve.
Segundo declarações da empresa, feitas em meio ao pedido da recuperação: “o prejuízo suportado neste cenário, não poderia ser outro, causando atrasos nos pagamentos de dívidas bancárias, reparcelamentos, retenções de pagamentos por bancos”
Isso sem falar nos problemas com tributos e toda sua movimentação financeira.
Por lógica, as Requerentes não mais conseguiam saldar pontualmente suas dívidas com fornecedores, instituições financeiras e bancárias.
Segundo a empresa, praticamente todo endividamento foi contraído logo no início da pandemia.
A padaria precisou fazer investimentos altos para continuar a funcionar, principalmente por meio de delivery.
Foram contratados, por exemplo, 50 motoboys para fazer as entregas dos pedidos.
Além disso, uma das épocas de maiores vendas da empresa era a Páscoa. E já no primeiro ano, a Páscoa chegou praticamente um mês após a covid-19.:
“Foram centenas de milhares de devoluções de ovos de Páscoa realizadas pelas grandes redes de super e hipermercados de todos os produtos da Village, pois a devasta maioria das entregas realizadas é na modalidade de consignação, o que gerou um prejuízo gravíssimo para as requerentes
Apenas para se colocar em números, a Páscoa de 2019 contou com uma venda, em número bruto, de R$ 32 milhões, enquanto a Páscoa de 2020 sofreu uma queda de 50%, com valor faturado de R$ 16 milhões.
Para fechar o ensejo, um dos credores da empresa chegou a pedir falência do grupo ainda em 2023, o que fez com que outros credores corressem para buscar seus créditos, ajuizando ações de execução contra a empresa.
Vale reiterar NOVAMENTE que, apesar do processo de recuperação ainda estar em andamento, a Cepam segue normalmente com as suas atividades.
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