Jornal da Globo confirma morte de cantor aclamado aos 59 anos e Brasil se emociona com despedida

O cantor e ator, Maurício Vogue morreu aos 59 anos na tarde de quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, em Curitiba. A notícia rapidamente se espalhou e provocou comoção nacional.

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O Jornal da Globo confirmou a morte, e o G1 destacou a importância de sua trajetória para a cultura brasileira. Filho da atriz Regina Vogue, Maurício construiu uma carreira sólida como ator, cantor e diretor.

Ao longo de décadas, ele encantou diferentes gerações, especialmente com projetos voltados ao público infantil e à formação cultural.

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LUTO, morre Maurício Vogue (Foto: Reprodução)
LUTO, morre Maurício Vogue (Foto: Reprodução)

Desde criança, Maurício demonstrou interesse pela arte. Ele estudou teatro, dança e música, e desde jovem participou de grupos locais que moldaram seu talento. Além disso, desenvolveu uma versatilidade rara, transitando entre a atuação, a direção e o canto.

Suas apresentações uniam técnica, emoção e humor, e rapidamente conquistaram críticos e o público. Maurício também recebeu prêmios e reconhecimentos por seu impacto cultural, especialmente em Curitiba e em todo o Paraná.

Nos anos 80, ele participou de grupos como a União de Artistas Independentes Contemporâneos. Ali, aprendeu disciplina e desenvolveu seu estilo único de interpretação. Além disso, essas experiências abriram portas para trabalhos teatrais mais complexos e para a construção de seu nome no cenário nacional. A dança e a música sempre acompanharam suas atuações, dando mais força à sua presença em cena.

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Quem era Maurício Vogue?

Entre seus trabalhos mais lembrados estão New York por Will Eisner e Pluft, o Fantasminha. Ele também atuou na primeira adaptação teatral de O Menino Maluquinho de Ziraldo. Essas produções reforçaram sua capacidade de dialogar com públicos de diferentes idades, mantendo o respeito pela obra original e, ao mesmo tempo, inovando na interpretação.

Além de atuar, Maurício dirigiu montagens marcantes. Ele comandou O Grande Rei Leão no Teatro Regina Vogue, espaço que recebeu seu nome em homenagem à mãe. O teatro se tornou referência para artistas independentes, oferecendo oportunidades para novos talentos e garantindo que o público curitibano tivesse acesso a produções criativas e diversificadas.

Na música, ele foi vocalista da banda Denorex 80, que surgiu nos anos 2000. A banda ganhou destaque local por seu humor, irreverência e energia contagiante. Maurício conseguia conectar a plateia de forma direta e emocional.

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Além disso, ele participava de projetos educativos e apresentações voltadas para crianças, fortalecendo a importância cultural de suas ações.

A Prefeitura de Curitiba e a Fundação Cultural divulgaram notas de pesar. Elas ressaltaram sua contribuição para a formação de novos públicos e para a cena artística local. Além disso, Maurício também colaborou com a Camerata Antiqua de Curitiba por mais de dez anos, conduzindo concertos que uniam coro e orquestra, sempre com direção cênica cuidadosa e inovadora.

Por fim, o velório ocorreu na manhã de sexta-feira, 26 de dezembro, no saguão do Teatro Guaíra. Familiares, amigos, colegas e fãs compareceram para prestar homenagem.

Contudo, o clima foi de tristeza e celebração simultânea. Todos reconheceram o impacto de sua obra e a dedicação à arte, que deixou marcas profundas na cultura brasileira.