Tarcísio reajustou o salário mínimo em 10% em SP: Lei informa quem receberá acima de R$1800

Ilustração de mulher olhando o celular/Bandeira de São Paulo/ Tarcísio de Freitas (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN/ Marco Galvão/Alesp/Agência Brasil)
Trabalha em São Paulo? O salário mínimo paulista é maior que o nacional, mas não se aplica a todos; Veja quem tem direito
O governador Tarcísio de Freitas, ainda em 2025, consolidou uma importante vitória para os trabalhadores do estado ao elevar o salário mínimo paulista para R$ 1.804,00. Este reajuste de 10% em relação ao valor anterior não é apenas um número, uma vez que ele garante um ganho real de aproximadamente 5% acima da inflação, colocando São Paulo entre as principais referências salariais do país.
Além disso, ao fixar o piso acima da marca dos R$ 1.800, o governo estadual reafirma seu compromisso com o poder de compra da população, estabelecendo um diferencial de R$ 183,00 superior ao mínimo nacional (R$ 1.621,00).
Esta medida é fundamental para equilibrar o custo de vida elevado no estado e garantir dignidade a diversas categorias profissionais.
Quem recebe o salário de R$ 1.804 em 2026?
No entanto, vale destacar que a sua aplicação não ocorre de forma indiscriminada a todos.
De acordo com as informações oficiais, bem como o portal Valor Econômico, ele é destinado especificamente àqueles que:
- Não possuem um piso salarial definido por lei federal;
- Não tiveram uma convenção coletiva;
- Ou até mesmo acordo coletivo de trabalho.
Categorias:
A legislação unificou o valor para diversas áreas, garantindo equidade e justiça salarial. Entre os profissionais beneficiados por este reajuste, destacam-se:
- Serviços e comércio: Vendedores, auxiliares de serviços gerais, profissionais de limpeza, garçons e empregados do comércio;
- Cuidados e saúde: Cuidadores de idosos e cuidadores de pessoas com deficiência (incluídos recentemente para garantir suporte a quem cuida);
- Transporte e logística: Motoboys, cobradores de ônibus e carteiros;
- Beleza e bem-estar: Manicures, pedicures e cabeleireiros;
- Construção e indústria: Serventes, pedreiros, operadores de máquinas, soldadores e marceneiros;
- Comunicação: Digitadores, telefonistas e operadores de telemarketing.
ALERTA! É crucial deixar claro que o salário mínimo paulista de R$ 1.804,00 não se aplica a aposentados e pensionistas do INSS, mesmo que morem em São Paulo. O benefício previdenciário é regido pelo teto e piso federais. Portanto, para aposentados que recebem o mínimo, o valor em 2026 é de R$ 1.621,00. O piso estadual é exclusivo para o mercado de trabalho ativo (CLT).
Quanto cai na conta?
É fundamental que o trabalhador entenda que o valor de R$ 1.804,00 é o montante bruto. Sobre este valor, incidem descontos obrigatórios, como a contribuição previdenciária.
Simulação de desconto previdenciário (INSS):
- Salário Bruto: R$ 1.804,00
- Alíquota de INSS (7,5%): – R$ 135,30
- Salário Líquido Base: R$ 1.668,70
MAS ATENÇÃO! Outros descontos eventuais, como vale-transporte (até 6%), vale-alimentação ou planos de saúde, podem variar conforme o contrato individual de trabalho.
Mas o salário de SP será reajustado novamente?
Por fim, vale frisar que o reajuste de 2026 segue indefinido, mantendo-se, portanto, a plena vigência do valor atual para os trabalhadores
Geralmente, esse tipo de decisão ocorre no meio do ano, no entanto, nada foi confirmado oficialmente.
Sendo assim, acompanhe as atualizações dos portais oficiais do Governo do Estado a fim de ficar por dentro das novidades que cercam esse pagamento.
Por que São Paulo tem um mínimo diferenciado?
A existência do salário mínimo regional é uma prerrogativa constitucional que permite aos estados adaptarem a remuneração base ao custo de vida local.
Conforme citamos acima, o piso de R$ 1.804 atua como um regulador necessário para a subsistência em um estado onde moradia e transporte possuem custos elevados.
Inclusive, a lei estadual estabelece que o piso regional nunca pode ser inferior ao valor do piso nacional, servindo sempre como um degrau de valorização e uma ferramenta de desenvolvimento econômico.
Mas, para saber mais sobre outros direitos trabalhistas, clique aqui*