Pesando 120kg, sem dentes e careca: Maníaco do Parque surge irreconhecível em foto na prisão

Maníaco do Parque está irreconhecível (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/YouTube/SBTNews/GMN)
Maníaco do Parque, surge irreconhecível após décadas de prisão; Entenda a decadência da imagem e a contagem regressiva para sua soltura em 2028
Durante muitos anos, o nome de Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”, aterrorizou milhares de mulheres após uma série de crimes violentos envolvendo assassinatos, estupros e até necrofilia.
Quase três décadas após os crimes, Francisco voltou aos holofotes da mídia após assumir uma imagem assustadoramente irreconhecível.
Longe da imagem do patinador ágil e atlético dos anos 90, Francisco apresenta-se hoje com uma estética degradada:
- Careca;
- Pesando aproximadamente 120 quilos;
- Totalmente desdentado.
Vale destacar que esta transformação física surge em um momento crucial. Francisco aproxima-se do limite máximo de 30 anos de permanência na prisão (conforme a lei vigente à época de sua condenação).
O que coloca sua soltura definitiva para o ano de 2028.
Mas, o debate ganha ainda mais força após uma entrevista exclusiva concedida pelo criminoso à psicóloga forense Simone Lopes Bravo.
Inclusive, tal encontro gerou controvérsia devido à alegação de que a profissional teria supostamente pago para retirar o nome da mãe de Francisco da lista de visitantes.
Assim ela conseguiria garantir sua entrada.
Um relato extremo
Conforme exposto pela Aventura na História, um dos detalhes mais impactantes da aparência atual de Francisco é a ausência total de dentes.
De acordo com informações colhidas no sistema prisional, essa condição não foi um processo natural de envelhecimento, mas o resultado de uma medida desesperada.
Francisco sofre de um problema odontológico congênito que lhe causava dores lancinantes e insuportáveis.
Diante de sucessivas falhas e da demora no atendimento médico especializado dentro da penitenciária, o detento teria optado por uma solução extrema.
Aparentemente ele mesmo arrancou os próprios dentes para interromper o sofrimento físico que a patologia lhe impunha.
Essa situação ilustra o que o torna praticamente irreconhecível se comparado às fotos de sua prisão em 1998.
Veja a imagem abaixo:

O discurso do “novo homem”
Durante o encontro na Penitenciária de Laras, no interior de São Paulo, Francisco de Assis Pereira utilizou um discurso pautado pela religiosidade para tentar desvincular sua imagem atual dos assassinatos cometidos.
“Aquele Francisco não existe mais” – Afirmou ele à psicóloga, alegando que uma conversão ocorrida em 1999 extinguiu seus impulsos violentos.
Ele sustenta que não sente mais remorso ou necessidade de pedir perdão às famílias das nove mulheres que assassinou.
Tanto é que ele segue justificando de forma fria que: “Deus já me perdoou”…
Entretanto, a narrativa de Francisco revela nuances perturbadoras.
Ele admitiu que, na época dos crimes, retornava aos locais onde abandonava os corpos e que seus impulsos eram incontroláveis.
Ao ser questionado sobre o motivo de suas vítimas serem exclusivamente mulheres, ele limitou-se a dizer que agia por atração.
Aos sobreviventes e familiares das vítimas, ele enviou apenas uma mensagem curta, dogmática e clássica de quem se esconde atrás de uma suposta fé:
“A conversão é o único caminho”.
Mas o Maníaco do Parque será solto mesmo?
Apesar de a condenação original somar 280 anos de reclusão, o ordenamento jurídico brasileiro da época impunha um teto de 30 anos para o cumprimento de penas privativas de liberdade.
Por este motivo, em 2028, Francisco deve deixar a penitenciária de Iaras sem qualquer restrição legal imediata.
O ponto de maior preocupação para especialistas e para a sociedade é a ausência de um mecanismo que obrigue o Estado a realizar um exame criminológico rigoroso ou uma avaliação psiquiátrica profunda antes da soltura.
Como Francisco atingirá o limite de tempo da pena e não estará saindo por progressão de regime ou liberdade condicional, a legislação atual prevê uma saída direta para a rua.
Especialistas alertam que a psicopatia, condição frequentemente associada ao perfil de Francisco, não possui cura por meio de conversão religiosa, o que eleva o tom das discussões sobre o risco de reincidência.
Qual é a situação atual do Maníaco do Parque no sistema prisional?
Atualmente, Francisco de Assis Pereira permanece custodiado na Penitenciária II de Iaras, unidade que abriga detentos em situações especiais ou que correm riscos em presídios comuns.
Ele mantém uma rotina discreta, afastado da massa carcerária e focado em leituras religiosas.
Essa contagem regressiva para 2028 coloca o sistema judiciário brasileiro sob pressão.
Sem uma interdição civil ou um acompanhamento psiquiátrico compulsório pós-cárcere, o país poderá se deparar com a liberdade de um dos seus maiores serial killers sob a justificativa do cumprimento integral de uma pena que, para muitos, ignora a periculosidade clínica do indivíduo.
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