HIV, cegueira e queimadura: Cabeleireiras, manicures e você em ALERTA com 4 itens banidos pela ANVISA

Salão de beleza, mulher fazendo alisamento e pessoa fazendo a unha (Fotos: Reproduções / Freepik)
Anvisa já realizou determinações contra produtos amados
Nos últimos anos, a Anvisa realizou determinações severas contra itens amados, principalmente pelas mulheres que frequentam salões.
Nesta segunda-feira, 22, iremos mostrar quatro itens para você ficar em alerta na hora de ir no cabeleireiro ou na manicure.
Em 2022, a Anvisa iniciou uma investigação contra cremes capilares que causaram irritações oculares e cegueira temporária em jovens e adultos.
Na época, a instituição proibiu a comercialização da pomada Ômegafix para tranças, segundo o portal do Governo Federal.
Stefânia Diniz, oftalmologista, concedeu uma entrevista ao Metrópoles em que expôs os problemas de pomadas capilares com metilcloroisotiazolinona e metilisotiazolinona.
De acordo com a profissional, as irritações oculares são provocadas devido à mistura de metilcloroisotiazolinona (MCI) e metilisotiazolinona (MI).
“Nos anos 1980, os componentes foram responsáveis por uma epidemia de dermatite alérgica de contato em todo o mundo. Eles são encontrados em uma ampla variedade de produtos cosméticos, como alisadores de cabelo, colas para extensão de cílios e pomadas modeladoras de tranças”, disse a médica.
Em agosto de 2021, a Anvisa publicou uma resolução com a lista de substâncias conservantes permitidas em produtos.
O uso do MCI e MI é permito apenas em concentrações abaixo de 0,0015% e devem ser retirados após a aplicação.
MAIS SOBRE O ASSUNTO
Além disso, em 2009, a Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa (RDC 56/09) determinou a proibição do uso das câmaras de bronzeamento artificial no Brasil.
Isso porque, a a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) encontrou indícios de que o procedimento estaria relacionado ao surgimento de tumores.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforçou que a alta intensidade de radiação ultravioleta das máquinas poderiam ocasionar lesões, envelhecimento cutâneo e aumentar o risco de câncer na pele.
No entanto, mesmo com a medida da Anvisa, muitas empresas ainda oferecem o tratamento com as câmeras de bronzeamento artificial.
A Anvisa também faz o alerta para o uso de alicates em manicures, uma vez que o equipamento deve ser bem esterilizado.
Por fim, temos o uso do formal, principalmente em procedimentos para alisar os cabelos.
O formal é proibido. Porém, muitos locais ainda usam o formal como forma para alisar o cabelo.
De acordo com a Anvisa, antes de se submeter a um processo de alisamento capilar, é ideal verificar se a embalagem do produto contém o número de Autorização de Funcionamento da Empresa (AFE) e o número do processo.
A agência também reforça que o uso do formal pode causar irritação, coceira, queimadura, inchaço, descamação e vermelhidão do couro cabeludo, queda do cabelo, ardência dos olhos e outros.

Mulher fazendo alisamento em salão (Foto: Reprodução / Freepik)

Pessoa lixando as unhas e alicate (Foto: Reprodução / Freepik)
O QUE A ANVISA FAZ?
No Brasil, a ANVISA executa as atividades de controle sanitário e fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras.
Desse modo, a agência pode proibir a venda de produtos ao detectar problemas ou substâncias de risco.

Anvisa (Foto: Reprodução / Marcello Camargo)