Marcelo de Carvalho, dono da RedeTV crítica a Lava Jato: "Uma hora tem que acabar"

17/12/2016 às 12:00 · Tempo de leitura: 2 minutos

Marcelo no Porchat. (Foto: Edu Moraes/Record)

(Foto: Edu Moraes/Record)

Em artigo publicado peka Folha de São Paulo, Marcelo de Carvalho, vice-presidente da RedeTV fez duras críticas à operação Lava Jato nesta sexta-feira (16).

“A Lava Jato não descobriu nada de inédito. Na verdade, trouxe-nos um choque de realidade. O esquema de obtenção de obras públicas por meio do pagamento de comissões aos agentes governamentais é algo arraigado e disseminado desde os tempos do Império. Sempre falamos disso. Quando pequenos ouvíamos nossos pais contarem anedotas a respeito. Quem não tem uma para contar? Quem não se lembra do ‘rouba, mas faz’?”, escreve Carvalho no início do artigo. “No entanto, a partir do momento em que se puxou a primeira cordinha, passou-se a desenrolar um novelo interminável que atinge, é óbvio, praticamente todos os partidos, assim como agentes públicos em todos os níveis. Indo-se mais para trás, as grandes obras das décadas passadas passariam ilesas? As privatizações? A construção de Brasília? Juscelino Kubitschek, Adhemar de Barros, Getúlio Vargas? E o barão de Mauá?”

O marido da modelo e apresentadora Luciana Gimenez se mostrou um defensor do fim da Operação Lava Jato. “Mas sejamos práticos: uma hora isso terá que chegar ao fim. Do contrário, podemos cristalizar uma mentalidade de caça às bruxas (o que já ocorre, por sinal), em que todo empresário é bandido e todo agente público é corrupto”, afirmou. No encerramento do texto, Carvalho fez mais duras críticas ao processo: “temos que acender uma luz de alerta. Como diziam nossos avós, ‘Devagar com o andor, porque o santo é de barro’ — o abuso de prisão por períodos longos sem ter havido julgamento do acusado e o exagero no uso da delação podem levar a um paradoxo em que o preso, desesperado, passa a ‘delatar’ o que o seu acusador quer ouvir, e não a verdade”.

 

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