Marido de repórter da Globo é espancado por usar aplicativo de smartphone

10/08/2015 às 10:43 · Tempo de leitura: 4 minutos

Logo da Globo (Foto: Reprodução/Globo)

Luciana Machado (Foto: Reprodução: Twitter)

No último sábado (08), a jornalista Luciana Machado,  repórter da TV Globo Minas e do Sportv, publicou um texto em rede social revelando que seu marido foi espancado por três taxistas após utilizar o aplicativo de transporte particular Uber.

Luciana conta que os taxistas querem acabar com o Uber. “Fato é que os taxistas se organizaram para tentar, de forma violenta, acabar com o Uber. Os motoristas são frequentemente ameaçados e, consequentemente, os passageiros também.”

Ela revela que após sair de uma festa, três motoristas cercaram o carro. “Após comemorarmos o aniversário de uma amiga em um barzinho da Av Alberto Cintra, esperamos pelo Uber. Assim que ele chegou nós entramos e um taxista já tentou impedir que ele desse a partida. Conseguimos sair, mas outros dois taxistas chegaram e cercaram o carro. Naquele momento, eu não acreditava que três idiotas estavam ameaçando o motorista, a mim e o Marcel.”

(Foto: Reprodução: TV Globo)

“Descemos do carro para questionar os taxistas, que começaram a falar que estávamos usando um transporte ilegal, o que não é verdade. Assim que ficaram sabendo onde eu trabalhava, piorou. O sangue ferveu, não conseguíamos ir embora e no meio do bate-boca começou a agressão. Imaginem três taxistas contra seu marido! Um segurou o Marcel praticamente com um mata-leão, enquanto os outros foram pra cima dele. Tentei segurar, empurrar, tirar, impedir de alguma forma que ele se machucasse, enquanto o Marcel se preocupava em nos proteger e saía no braço com os taxistas.”, conta.

Segundo o relato, um dos motoristas ameaçou lhe bater. “Um deles disse que só não me bateu porque eu sou mulher, porque ele não batia em mulher.”

Os taxistas se dispersaram após a chegada de uma viatura da polícia, mas os militares não fizeram sequer um boletim de ocorrências. “Uma viatura da PM estava próxima e foi chegando devagar. Os taxistas que antes eram machões dizendo que iam chamar a polícia pra gente (inverteram tudo pra nos intimidar ainda mais), foram entrando no carro e teve um que deu até ré em plena av Cristiano Machado. (…) Os militares nem sequer pararam o carro, desceram ou registraram o ocorrido. E, naquela hora, não tínhamos cabeça pra pensar que aquilo também era absurdo. (…) Paramos numa Companhia da PM e fizemos o registro do boletim de ocorrência. Marcel também fez o exame de corpo delito, no IML.”

Por fim, Luciana deixa o alerta. “Se você estiver em um Uber e for vítima do assédio dos taxistas, não saia de dentro do carro. Confirme que as portas estão trancadas, ligue a câmera e faça um vídeo, enquanto outra pessoa liga para o 190. Registre tudo o que puder. Não deixe de fazer a sua parte se você também for agredido ou intimidado. As agressões dos taxistas estão cada vez mais promovendo a ineficácia do serviço e trabalhando a favor do tão temido inimigo Uber.”

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