Marido de Sasha rompe o silêncio, fala abertamente sobre sua sexualidade e denuncia preconceito após comentários que o rotulam como gay
João Lucas voltou a chamar atenção ao falar sobre um tema que ainda causa desconforto. O cantor participou do programa Sem Censura, da TV Brasil, e expôs experiências pessoais com preconceito.
Ele tem 26 anos e mantém um relacionamento com Sasha Meneghel, de 27. Além disso, ele usou o espaço para discutir como a sociedade molda o comportamento masculino desde cedo. A entrevista repercutiu porque trouxe exemplos claros e próximos da realidade de muitos brasileiros.
Durante a conversa, João Lucas não evitou o assunto. Pelo contrário, ele aprofundou a discussão e questionou padrões antigos.

“A gente cresce sendo ensinado como a não ser mulher”, afirmou. Em seguida, ele relembrou frases comuns na infância. “Para de chorar que você está chorando que nem menininha”. “Faz que nem homem”. Ele então questionou o sentido disso. O que é ser homem, afinal.
Além disso, o cantor explicou que esse tipo de criação limita escolhas. Muitos meninos passam a evitar comportamentos considerados femininos. Eles escondem emoções e mudam interesses. Isso acontece de forma repetida e, muitas vezes, silenciosa. Como resultado, cresce uma ideia rígida do que é aceitável.
Como foi o vida de João Lucas?
João Lucas trouxe memórias da infância para dar contexto. Ele afirmou que sempre preferiu música e teatro. Enquanto outros colegas levavam bola para a escola, ele levava violão. Ele gostava de tocar e se sentia bem com isso. No entanto, o ambiente não reagia da mesma forma.
- Na escola, ele enfrentou comentários frequentes.
- Ele ouviu rótulos por não gostar de futebol.
- Ele percebeu que as críticas se repetiam em diferentes momentos.
Ele contou que escutou frases como “ele é viado” e “ele é gay”. Essas falas surgiam apenas por escolhas simples do dia a dia. Mesmo sendo palmeirense, ele explicou que nunca foi fissurado em futebol. Ele gostava do ambiente dos jogos. Ele apreciava o estádio e a torcida. Ainda assim, ele não se via dentro do padrão esperado.
Com o tempo, a situação mudou de escala. Quando ele ganhou visibilidade, os ataques cresceram. A internet ampliou o alcance das ofensas. Além disso, o relacionamento com Sasha também aumentou a exposição. Segundo ele, tudo tomou uma proporção maior. Isso fez o tema voltar com força.

Diante disso, João Lucas decidiu buscar respostas. Ele começou a estudar o assunto com mais profundidade. Ele leu materiais e acompanhou pessoas que discutem o tema. Assim, ele tentou entender a origem desse comportamento.
Ele citou a masculinidade tóxica como um dos fatores principais. Esse conceito define padrões que pressionam homens a esconder sentimentos e rejeitar atitudes vistas como femininas. Ele também mencionou a misoginia, que representa o preconceito contra mulheres.
O momento complicado do marido de Sasha
“Comecei a me aprofundar nesse tema para falar assim: de onde vem isso?”, afirmou. Em seguida, ele trouxe um ponto pessoal. “Eu sou casado com uma mulher, a mesma mulher e a única mulher há 5 anos”. Ele destacou que vai completar 5 anos com Sasha em maio. Com isso, ele reforçou que os rótulos não fazem sentido diante da realidade.
Além disso, ele explicou que o problema vai além da orientação sexual. O foco está no preconceito que sustenta essas falas. Ele afirmou que muitos estudos apontam a origem desse comportamento na forma como a sociedade constrói a ideia de masculinidade. Essa construção, segundo ele, ainda carrega traços de exclusão.
O relato ganhou força porque mistura experiência pessoal com reflexão. Ele não falou apenas sobre si. Ele abordou um padrão que afeta outras pessoas. Ao expor situações comuns, ele ajudou a ampliar o debate. E, ao mesmo tempo, ele colocou em evidência como pequenas falas podem gerar impactos duradouros.
Por fim, a entrevista não ficou restrita ao entretenimento. Ela abriu espaço para discussão social. João Lucas usou a própria história para questionar um modelo antigo. Ele mostrou que comportamentos simples ainda geram julgamento. E, por isso, o debate segue atual e necessário.
