
Marido de Suzane Von Ritchtofen tem segredo obscuro (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Lennita/GMN/Canva/Netflix)
A vida de Suzane von Richthofen fora das grades continua atraindo a atenção de milhares de brasileiros e da imprensa, ainda mais com os recentes desdobramentos de sua rotina e novos projetos audiovisuais, os quais tem ela como figura central.
Após conquistar a liberdade condicional, ela tenta reconstruir a sua história no interior de São Paulo e inicia uma nova fase ao lado de um médico, buscando o que muitos chamam de uma “vida normal”, mesmo após a barbárie cometida.
No entanto, o passado parece perseguir não apenas ela, mas também aquele que escolheu caminhar ao seu lado.

Isso porque revelações sobre o histórico de seu atual companheiro, disputas judiciais e a dinâmica de sua rotina acadêmica em uma faculdade de Direito mostram que a nova vida de Suzane em Bragança Paulista ainda é cercada de polêmicas.
Com base em informações apuradas pelo jornalista e biógrafo Ullisses Campbell e por publicações do portal Veja S. Paulo, trazemos abaixo mais detalhes dessa conturbada união, os bastidores do retorno aos estudos e uma recente visita ao presídio.
Felipe Zecchini Muniz é um médico de 42 anos com carreira estabelecida na região de Bragança Paulista.
Felipe já era pai de três filhas, frutos de um relacionamento anterior com a também médica Silvia Constantino Franco.
Atualmente, ele e Suzane vivem sob o mesmo teto, e a união resultou no nascimento de um filho do casal, em 2024. Porém, no registro civil da criança, o sobrenome “von Richthofen” foi omitido.
Porém, Silvia Constantino chegou a recorrer à Justiça com o objetivo de retomar a guarda das três filhas, alegando instinto de proteção por não aceitar que as menores convivessem diariamente com uma pessoa condenada por parricídio.
Apesar dos argumentos, o pedido de alteração de guarda foi negado pelo Poder Judiciário por falta de provas de risco real no ambiente doméstico atual.
Mas, paralelamente a esse fato, vieram a público relatórios sobre o antigo divórcio do médico.
Isso porque, aparentemente, um lado obscuro e secreto do passado de Felipe mostra que ele havia utilizado estratégias agressivas de litígio para desqualificar a ex-companheira em um período em que ela enfrentava depressão pós-parto, assegurando a guarda inicial das menores.
Vale destacar que, na tentativa de adotar uma postura mais discreta, a ex-detenta realizou alterações em sua identificação oficial e agora atende legalmente pelo nome de Suzane Louise Magnani Muniz.
Utilizando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ela efetuou matrícula no curso de Direito na Universidade São Francisco (USF), em Bragança Paulista, marcando a retomada dos estudos universitários que foram interrompidos em 2002, quando cursava a graduação na PUC-SP aos 18 anos.
Antes do ingresso no curso superior atual, Suzane gerenciou uma marca própria de artesanato chamada “Su Entre Linhas”, focada na customização de sandálias e peças de costura manual.
Os envios eram feitos pelos Correios sem que a identidade real da proprietária constasse de forma explícita nas etiquetas de remessa.

De acordo com a coluna de Ullisses, no portal O Globo, atualmente no 3º ano da graduação, a postura de Suzane mudou drasticamente desde o seu ingresso em 2024.
No primeiro semestre, ela mantinha uma postura retraída, falava pouco e circulava acompanhada por brigadistas e seguranças do campus.
Quando precisava tirar dúvidas, esperava o intervalo para falar em voz baixa, quase ao pé do ouvido dos professores.
Com o passar do tempo, a universitária dispensou a segurança particular, criou vínculos de amizade e passou a se mostrar desenvolta.
Colegas de turma relatam que hoje ela participa normalmente das discussões em sala, levanta a mão para fazer perguntas inteligentes, participa de grupos de estudos e faz selfies com alunos.
Apesar da integração, Suzane não frequenta as confraternizações de fins de semana. Devido às regras do regime aberto, ela é obrigada a estar em casa até as 20h, precisando ir embora sozinha antes do início da noite, enquanto a turma segue para festas e bares universitários.
Inclusive, em maio de 2026, a rotina acadêmica de Suzane ganhou um capítulo de forte simbolismo.
Como parte da disciplina de Direito Penal, ministrada pela professora Márcia Caceres Yokoyama, os estudantes realizaram uma visita prática facultativa ao 1.º Distrito Policial de Bragança Paulista (Central da Polícia Judiciária). Suzane fez questão de comparecer.
Ao lado de cerca de 20 alunos, ela participou de uma conversa de duas horas com delegados, investigadores e escrivãs para entender a rotina de uma unidade policial.
Enquanto todos os colegas faziam perguntas, Suzane permaneceu completamente em silêncio.
A postura chamou a atenção, dado o histórico da estudante: entre 2002 e 2006, ela frequentou assiduamente o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo, onde foi interrogada mais de dez vezes até confessar a participação na morte dos pais.
Nos bastidores, estudantes chegaram a brincar que ela teria mais a ensinar do que a aprender naquele local.
Ao final da atividade, Suzane apareceu sorridente em fotos com a turma em frente às viaturas.
O interesse midiático em torno de sua reconstrução de vida envolve também a produção de um documentário original desenvolvido pela plataforma de streaming Netflix.
O projeto, intitulado provisoriamente de “Suzane vai falar”, tornou-se de conhecimento público após a realização de exibições de teste restritas para convidados do setor audiovisual.
A produção de duas horas propõe apresentar depoimentos inéditos e a perspectiva da própria Suzane sobre o crime, o cumprimento da pena e sua transição para o regime aberto.
Em trechos da obra, ela descreve sua dinâmica familiar na juventude como um ambiente de “zero afeto” e detalha o início do relacionamento com o médico Felipe por meio das redes sociais. O documentário segue em fase de finalização.
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