A veterana revelou que teve o seu pedido negado pela chefia de jornalismo da Globo
Antes de Renata Vasconcellos vencer o troféu Melhores do Ano e fazer um discurso emblemático no Domingão, muitas outras jornalistas mulheres batalharam contra machismo para ela chegar à bancada do Jornal Nacional, como é o caso de Marília Gabriela.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo o Sala de TV, do Portal Terra, em 2015, ao ser entrevistada por Aguinaldo Silva em seu canal do Youtube, Marília Gabriela revelou ter praticamente implorado para apresentar o Jornal Nacional, mas teve seu pedido negado pela chefia da Globo.
Apesar de ser antigo, o trecho da entrevista voltou a viralizar na última semana através do Tik Tok.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“Você sabe que eu pedi anos antes de todo mundo, eu liguei pro Armando Nogueira e falei: ‘Armando me deixa apresentar o Jornal Nacional’, ele falou: ‘Absolutamente não, o Jornal Nacional é de homens'”, relembrou a jornalista, que seguiu.
“‘Mas eu posso fazer esse trabalho muito bem’. ‘Não’. E eu tô falando da década de 80, no começo dos anos 80, final dos 70. ‘Me deixa apresentar esse jornal’. ‘Não, é dos homens aquilo'”, disse Gabi, detalhando parte do diálogo que teve com o ex-chefão de jornalismo da Globo, que pediu para que ela continuasse em outras atrações.
LEIA TAMBÉM!
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
● Novelas mais pobres e cancelamento da festa de fim de ano: Globo perde R$700M e baixa corte de gastos
● Ex-diretor da Globo envia e-mail para a empresa inteira e fala de bastidores: “Desvio de 100M”; canal se pronuncia
● Globo comunica adeus de apresentadora no É de Casa após 3 anos e convoca substituta
A titulo de curiosidade, Marília Gabriela iniciou na televisão como estagiária na redação do JN, mas nunca teve a chance de ocupar a bancada do principal jornal do país.
O ‘JN’ foi dominado por homens desde a estreia, em 1969, até 1992, quando Valéria Monteiro passou a ser escalada nas folgas de Sérgio Chapelin e Cid Moreira, titulares do telejornal na época.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A primeira mulher a ter cadeira fixa na bancada foi Lillian Witte Fibe, somente em 1996. Depois dela nomes como Ana Paula Padrão, Fátima Bernardes, Patrícia Poeta e a própria Renata Vasconcellos deram sequência a apresentação do Jornal Nacional.
Já Marília Gabriela construiu uma carreira sólida como entrevistadora e se tornou uma das maiores jornalistas do país mesmo sem ocupar o posto que seria dos seus sonhos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Marília Gabriela desejava ser a primeira mulher a comandar o JN (Foto: Montagem/ Sala De TV)
