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Edu Guedes enfrentou uma cirurgia delicada de remoção de um câncer no pâncreas no sábado (05) de julho, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ademais, a doença do apresentador da RedeTV! veio a ser descoberta após exames de rotina, segundo confirmação da esposa, Ana Hickmann.
Diante disso, o Dr. Rodrio Surjan, segundo a CARAS Brasil, enfatiza que a cirurgia do apresentador é considerada complexa pela localização do nódulo.
Em suma, de acordo com o médico, o procedimento é mais grave que o imaginado por muitos. "O pâncreas é um órgão que fica numa localização que a gente chama de retroperitônio, que é lá atrás, atrás de diversos outros órgãos, mais para o compartimento posterior do abdômen", destaca o profissional.
"É um órgão rodeado de estruturas vasculares, de vasos sanguíneos muito importantes e calibrosos, como a artéria do baço, que é a artéria esplênica, a artéria do fígado, que é a artéria hepática, e que vem de um grande ramo chamado tronco celíaco, localizado logo acima da borda superior do pâncreas.", seguiu o médico.
"Na borda inferior do pâncreas, temos a artéria mesentérica superior, principal artéria responsável por fornecer boa parte do suprimento sanguíneo para os intestinos.", disse ainda.
"Também logo atrás do pâncreas, existe uma confluência de veias muito grandes, como as veias do fígado, a veia porta — formada pela junção da veia esplênica (que vem do baço), da veia mesentérica superior, da veia mesentérica inferior e de uma veia menor chamada veia gástrica esquerda. Ou seja, o pâncreas está localizado acima de grandes e importantes estruturas vasculares.", acrescenta o médico.
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De acordo com o médico, a cirurgia feita por Edu Guedes é de alto risco no pós-operatório, já que pode trazer outros problemas de saúde e morbidade do paciente. Neste caso, o risco de mortalidade pós-operatória também não é descartada.
"Tecnicamente são cirurgias complexas, com grau de delicadeza e dificuldade técnica bastante elevado. Também são procedimentos associados a alta morbidade e mortalidade pós-operatória, ou seja, complicações como fístulas pancreáticas, vazamento do suco pancreático e sangramentos após a cirurgia, inclusive tardiamente, sete ou oito dias depois.", destaca o médico.
"São, portanto, intervenções de altíssimo risco. E o que já se viu, amplamente documentado na literatura médica, é que grupos com alta especialização e alto volume de cirurgias pancreáticas são os que conseguem os menores índices de complicações no pós-operatório", finaliza o profissional sobre Edu Guedes.
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Em suma, o câncer de pâncreas possui variadas causas. Na menor parte dos casos está a hereditariedade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma média de 10% a 15% dos casos é por fatores de risco hereditários. Especialistas também associam o câncer de pâncreas a algumas síndromes de predisposição genética, como:
Eu sou Kelves Araújo, graduando em Engenharia de Produção Civil pelo IFCE. Apaixonado pelos bastidores da TV, gosto de acompanhar a vida dos famosos e escrever a respeito. Atuo na área desde o ano de 2019, e exerço meu trabalho com muito entusiasmo por gostar do que faço. Minhas redes sociais são: e-mail: kelvis.oliveira@otvfoco.com.br