Os médicos surpreenderam ao falar sobre o estado de saúde do ex-presidente do Brasil. Vale lembrar que Bolsonaro tem alto potencial de morte
Quem acompanha as notícias sobre política do Brasil deve saber que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acabou sendo internado na manhã de sexta-feira, 13 de março, na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital DF Star, em Brasília.
O político acabou recebendo o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana após passar mal na Papudinha, local em que está preso desde janeiro deste ano. Aliás, os médicos responsáveis pelo tratamento de Jair Bolsonaro realizaram uma coletiva para atualizar o seu estado de saúde.
Apesar de estar com a condição estável, o médico Claudio Birolini afirmou que o político possui um “risco potencialmente mortal” caso o quadro evolua para uma insuficiência respiratória. O relato do profissional teve uma ampla repercussão em toda a imprensa.
“Estamos aí tendo que lidar com essa situação, que é uma situação bastante crítica, bastante indesejada, e que realmente, põe em risco a vida do paciente. Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e se você não intervir, morra”, disse ele.
“Então, por favor, a gente está lidando com uma situação extremamente grave. No momento, a questão do presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nessas circunstâncias”, contou o médico na coletiva.
“Então, nós faríamos tudo para reverter isso, para prevenir que novos episódios aconteçam e vamos torcer para que ele saia bem demais desse episódio, tá bem?”, falou Claudio Birolini. Vale lembrar que os médicos descartaram a possibilidade de uma nova intervenção cirúrgica.
Além disso, a equipe médica que cuida do ex-presidente informou que o estado de saúde era estável. Os médicos afirmaram que Bolsonaro está consciente e que não precisou ser entubado: “Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado”.
Prisão do ex-presidente da República
Bolsonaro está preso desde janeiro na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Em setembro do ano passado, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, com início em regime fechado, por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhando por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux votou pela absolvição. Assim, o placar final fechou de 4 a 1. Ele acabou sendo condenado pelos seguintes crimes:
- organização criminosa armada;
- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado;
- dano qualificado pela violência e ameaça grave (com exceção de Ramagem); e
- deterioração de patrimônio tombado (também com exceção de Ramagem).
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