“Não podemos ficar à merce de apenas um meio de comunicação”

“Melhor ficar com a Globo”, escreveu Marcelo Rubens Paiva em artigo nesse final de semana. Em plena comemoração dos 50 anos da rede, seu texto mostrou diversos talentos fomentados pela poderosa. Citou manifestações pedindo a perda da concessão, a revolta contra um jornalismo direcionado e, acrescento, deixou de falar sobre o desenvolvimento cultural proporcionado pelo Telecurso, o qual se manteve enclausurado entre os muros da madrugada devido a falta de interesse de grande parte da população.

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Não podemos ficar à mercê de apenas um meio de comunicação, isso é péssimo, mas foi esse que teve competência para criar as melhores redes de rádio, jornal e TV e foi o único a ir além dos temas infantis, religiosos e românticos. Pecou em diversas fases do Brasil e continuará errando, mas seu concorrentes também deixaram rastros negativos. O SBT apresentou novela contra a ditadura “casualmente” após ter se encalacrado com seu banco durante governo contrário ao militarismo e a Record depende totalmente da verba de entidade supostamente religiosa.
 
Se Marcelo, que perdeu seu pai durante a ditadura, a qual, dizem, tem completa ligação com o crescimento global, elogia a platinada, imagine o que sobra para nós, simples mortais. Ele teria tudo para pichar a poderosa, mas nota a total falta de capacidade das concorrentes, por mais bilhões que gastem, por mais visão de mercado que tenham.
 
São 50 anos  que nenhuma outra tem. Nem a Record, pois mudou de mãos diversas vezes. Meio século aos trancos e barrancos próprios de quem vive no pais que vivemos. É ali que vemos a cara do brasileiro e é onde descobrimos o real grau de importância que nosso povo dá para a cultura superficial.
taligado!