Milionário, Denílson foi dono de marca de roupas que você deve conhecer
Denílson criou marca de moda esportiva com Falcão e Nenê, que planejava abrir dezenas de unidades pelo Brasil; veja mais detalhes a seguir
Denílson - Foto: Reprodução Globo
Denílson criou marca de moda esportiva com Falcão e Nenê, que planejava abrir dezenas de unidades pelo Brasil; veja mais detalhes a seguir
Antes de ganhar espaço como comentarista esportivo, Denílson também apostou no mundo dos negócios. Ao lado de Falcão e do atacante Nenê, o ex-jogador lançou a marca de roupas 100RSDN, conhecida pelo nome “Sem Risadinha”.
A empresa surgiu em 2014 com foco em peças casuais inspiradas no futebol. Pouco depois, a marca virou franquia, chegou a abrir quiosque em shopping de São Paulo e anunciou um plano ambicioso de expansão nacional.
Marca de Denílson nasceu de brincadeira entre jogadores
A história da 100RSDN começou antes da abertura das lojas. O nome nasceu de uma brincadeira popularizada por Denílson nas redes sociais, quando ele aparecia em fotos com semblante sério e os braços cruzados, sem sorrir.
Com o tempo, outros atletas e famosos passaram a repetir a pose. A expressão “sem risadinha” ganhou força entre os fãs e acabou se transformando em uma identidade comercial. Assim, Denílson se uniu a Falcão para criar a marca de moda jovem.
Posteriormente, Nenê, que atuava no Al-Gharafa, do Catar, também entrou na sociedade. De acordo com o UOL, o investimento para tirar o projeto do papel chegou a cerca de R$ 1 milhão.
100RSDN apostava em roupas, bonés e referências ao futebol
A proposta da marca era unir o estilo urbano com elementos ligados ao esporte. Por isso, a 100RSDN vendia camisetas, regatas, bonés e acessórios com frases, estampas e referências ao universo dos boleiros.
Além disso, os próprios sócios participavam do processo de divulgação. Denílson, Falcão e Nenê apareciam nas campanhas, ajudavam a fortalecer a identidade da empresa e usavam as redes sociais para apresentar os produtos ao público.
Na época, algumas camisetas da marca eram vendidas por valores próximos de R$ 33, R$ 37,80 e R$ 49,20. Já os bonés apareciam com preços entre R$ 45 e R$ 54, conforme informações divulgadas pela própria rede.
Primeiro quiosque funcionou no Shopping Itaquera
A primeira unidade da 100RSDN funcionou em formato de quiosque no Shopping Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. A operação começou em novembro de 2014 e serviu como ponto de partida para o plano de crescimento da empresa.
Naquele momento, a meta era comercializar outras 30 unidades até o fim de 2015. A expectativa da marca era ainda maior para os anos seguintes, já que os empresários falavam em alcançar uma rede de até 300 lojas em cinco anos.
Entretanto, o número de 30 unidades representava uma projeção de expansão, e não a quantidade de lojas já abertas. Naquele período, a empresa mantinha uma unidade própria em funcionamento.
Franquia de Denílson tinha investimento a partir de R$ 80 mil
A 100RSDN oferecia dois formatos para quem desejava abrir uma franquia. O primeiro era o quiosque, com investimento inicial a partir de R$ 80 mil. Já o segundo era uma loja física maior, que exigia valor inicial de aproximadamente R$ 350 mil.
Segundo o UOL, o modelo também previa uma possibilidade pouco comum no franchising. A franqueadora poderia entrar como sócia do interessado e bancar até metade do investimento necessário para abrir a unidade.
Dessa forma, quem optasse pela sociedade poderia desembolsar a partir de R$ 40 mil para um quiosque. O restante seria financiado pela empresa, enquanto os lucros seriam divididos de forma proporcional ao investimento de cada parte.
Empresa prometia estoque consignado e retorno em até 36 meses
Outro diferencial apresentado pela 100RSDN envolvia o estoque. As mercadorias eram entregues em consignação, o que significava que o franqueado não precisava comprar as peças antes de colocá-las à venda.
Além disso, a marca informava que os produtos que não fossem vendidos poderiam retornar à franqueadora. A proposta buscava reduzir o risco de mercadorias paradas e facilitar a entrada de novos investidores no negócio.
A previsão divulgada pela empresa apontava que os quiosques poderiam faturar cerca de R$ 60 mil por mês. Já as lojas maiores tinham expectativa de receita mensal de até R$ 300 mil, com retorno do investimento calculado entre 24 e 36 meses.
Taxas e cláusula de recompra chamaram atenção no projeto
O contrato de franquia da marca previa cobrança de royalties sobre o faturamento. Conforme o UOL, a taxa mensal era de 6%, enquanto o contrato também trazia uma cláusula de recompra da unidade em situações específicas.
Caso o franqueado não se adaptasse ao negócio ou não recuperasse o investimento dentro de até 36 meses, a empresa afirmava que poderia recomprar a operação. O valor devolvido, porém, teria descontos relacionados à taxa de franquia.
O modelo chamou atenção porque tentava oferecer mais segurança aos investidores. Ainda assim, especialistas ouvidos pelo UOL alertaram que o negócio era recente e ainda não possuía histórico suficiente para comprovar os resultados prometidos.
A marca 100RSDN de Denílson ainda existe?
A 100RSDN marcou uma fase empresarial de Denílson, Falcão e Nenê, mas não há sinais recentes de que a marca siga operando como uma rede ativa de franquias ou lojas físicas no Brasil.
As informações disponíveis sobre a empresa permanecem concentradas em reportagens e materiais divulgados nos primeiros anos do projeto. Além disso, não aparecem canais oficiais atualizados que indiquem novas unidades, venda de franquias ou comércio ativo das peças.
Portanto, a marca ficou conhecida pelo plano de expansão, pelo investimento milionário e pela ligação direta com nomes famosos do futebol. Porém, o projeto que pretendia conquistar dezenas de shoppings brasileiros parece não ter mantido a mesma presença no mercado ao longo dos anos.
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