Milton Gonçalves detona opinião sobre negros e surpreende: 'Não interessa se vão dizer que sou racista'

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

20/11/2019 às 12:41 · Tempo de leitura: 3 minutos

O ator Milton Gonçalves sofreu AVC e está internado (Foto: Divulgação)

O ator da TV Globo Milton Gonçalves (Foto: Reprodução)

Milton Gonçalves abriu o jogo sobre o racismo no Brasil

O ator da Globo Milton Gonçalves, aos 85 anos, resolveu expor suas opiniões sobre os negros no Brasil e não está ligando sobre o que vão dizer sobre ele.

Isso porque o bastião do teatro interpretará o Papai Noel no especial da Globo Juntos a Magia Acontece. O fato chama atenção porque na narrativa europeia sempre vemos o Papai Noel como um homem caucasiano e idoso. Milton Gonçalves aproveitando o tema falou sobre política.

“E o que falta no meu Brasil, o que me deixaria alegre é que nós tivéssemos um presidente negro, porque nós somos um percentual grande neste país. No dia em que nós tivermos um presidente negro, aí eu vou dizer: nós batalhamos”, disse Milton em entrevista ao Extra.

Milton Gonçalves
(Foto: Globo/João Miguel Júnior)

O “monstro da dramaturgia” usou como exemplo o ex-presidente Barack Obama, que esteve à frente dos Estados Unidos antes de Donald Trump. “Nos Estados Unidos tiveram um presidente negro e nós não temos? Para mim, isso me incomoda. Não interessa se vão ficar zangados, se vão dizer que sou racista”, disparou Milton Gonçalves.

“Eu quero é que nosso povo brasileiro, que é de índios, negros, orientais, estejamos todos juntos. Que felicidade grande quando você chega nos Estados Unidos, vem aquele negão, com a mulher dele, as duas filhas e ele é presidente. Fiquei muito emocionado. E nós aqui não conseguimos botar um…”, explicou Milton.

O ator recordou ainda seu passado, em São Paulo, onde foi vítima do racismo. “Onde eu morava, em São Paulo, era um lugar de negros. Tinham lugares que não podíamos colocar o pé. Não me deixaram entrar no cinema, porque eu era negro. Houve um tempo em que toda mulher negra era prostituta. A minha mulher, que era branca, era desrespeitada quando dizia que o marido era negro”, concluiu Milton Gonçalves.

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