O Ministério Público precisou entrar em ação após ser descoberto fraudes relacionadas a empréstimos no Banco do Brasil

Uma ex-gerente do Banco do Brasil está sendo investigada por fraudes em contas de clientes em processo de renegociação de dívidas, em Goiás. Segundo a Polícia Federal, o prejuízo causado ao banco por desvios em agências de Quirinópolis, Padre Bernardo e Itapirapuã gira em torno de R$ 1,6 milhões.

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Uma operação está sendo deflagrada nesta quinta-feira (6), para investigar também o possível envolvimento dos correntistas na prática criminosa para obtenção de vantagens indevidas. Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Quirinópolis, Itapirapuã e Brasília, no Distrito Federal.

A investigação começou em junho de 2020 para apurar um suposto crime de gestão fraudulenta e desvio de recursos por parte da gerência das agências das três cidades. De acordo com a polícia, uma auditoria interna revelou que, no período em que esteve no cargo, a funcionária teria feito diversas operações financeiras irregulares, como saques em contas de clientes com o uso de senhas inválidas, agendamentos de pagamentos de boletos sem autorização dos clientes, irregularidades em empréstimos bancários – como o deferimento de renegociações e de abatimentos negociais de mais de 80% do saldo devedor, além de diversas transações irregulares de transferências e de desvios de recursos de empréstimos e financiamentos bancários, fraudes e inúmeros débitos, sem autorização, em contas de clientes.

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Qual tempo a pessoa pode ficar presa?

A quebra do sigilo bancário da investigada revelou que ela identificava clientes em processo de renegociação de dívidas. E então aplicava uma taxa de desconto maior. Em seguida, desviava a diferença para si mesmo, para o marido e para a empresa do marido. A investigação também apurou que parte do dinheiro desviado retornava para outras contas dos próprios clientes, que também passaram a ser alvo da ação.

Se condenados, os investigados poderão responder por participação em gestão fraudulenta e desvio de recursos de instituição financeira, cuja pena pode chegar a mais de 10 anos de prisão.

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