Monique Medeiros, do caso Henry, vive de forma deplorável após deixar a prisão: "Não vai nem à esquina"

Monique Medeiros e Henry (Fotos: Reproduções / CNN Brasil / Internet)
Advogado revela como é a vida de Monique Medeiros após saída da prisão
Após sair da prisão, Monique Medeiros, do caso Henry, enfrenta uma realidade bem diferente daquela que imaginava ao conquistar a liberdade.
Embora esteja fora da prisão, a ex-professora vive uma rotina marcada pelo isolamento, medo e dificuldades para retomar a vida após quase cinco anos detida.
O advogado Hugo Novais revelou os bastidores da vida de Monique Medeiros em entrevista à repórter Patrícia Teixeira, do portal LeoDias.
Nesta matéria, você saberá:
- Como está a vida de Monique Medeiros após deixar a prisão
- As restrições e ameaças que ela afirma enfrentar atualmente
- A rotina longe da vida pública e sem trabalho
- Morte de Henry Borel
Liberdade não significou retorno à vida normal
Segundo o advogado, deixar a prisão não representou um recomeço tranquilo e Monique continua sendo alvo de ataques nas redes sociais.
“Qualquer tipo de limitação que uma pessoa tenha em virtude de uma ameaça acaba se tornando uma segunda prisão. É claro que isso não se compara ao cárcere, mas a Monique vive acuada. Ela recebe, de diversas formas, campanhas de ódio, e isso faz com que permaneça cada vez mais reservada”, afirmou Hugo.
Por conta das ameaças constantes, a ex-professora não sai de casa nem mesmo para comprar um refrigerante, segundo o advogado.
“Ela não sai. Não vai nem à esquina comprar um refrigerante. A vida dela hoje é extremamente restrita por conta das ameaças que continua recebendo”, disse o advogado.

Rotina dedicada ao estudo
Sem trabalho e com tempo livre, Monique Medeiros passa horas estudando depoimentos, laudos periciais, decisões judiciais e demais registros produzidos durante a investigação e o julgamento.
“Ela conhece esse processo como poucas pessoas conhecem. Estamos falando de mais de 20 mil páginas que ela estuda diuturnamente”, disse Hugo.
Impacto emocional
Outro ponto destacado por Hugo Novais foi o impacto emocional provocado pela longa batalha judicial.
Na avaliação dele, os anos de investigações, audiências e prisão impediram que Monique entendesse a perda do filho.
“Ela nunca conseguiu viver o luto do Henry. Durante anos, ela precisou sobreviver às acusações, às audiências, aos depoimentos e à prisão. Não houve espaço para viver o luto de forma adequada”, contou.

Dificuldades financeiras
Além das dificuldades emocionais, Monique também enfrenta desafios financeiros. A ex-professora perdeu o cargo que ocupava na Prefeitura do Rio de Janeiro.
A defesa questiona a forma como a exoneração ocorreu e afirma que a medida teria sido motivada por pressões externas.
“Essa demissão não tem compromisso com os princípios constitucionais da administração pública. Ela tem compromisso com o eleitor, com a politicagem”, declarou Hugo Novais.
Atualmente, a ex-professora vive com a ajuda de familiares.
Relembre o caso
O caso de Henry Borel Medeiros comoveu e revoltou o Brasil em 2021.
O menino, que tinha apenas 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, no Rio de Janeiro.
Em um primeiro momento, a mãe e o padrasto alegaram que a criança havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, as investigações e os laudos periciais descartaram essa versão.
Exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontaram que a criança apresentava diversas lesões graves pelo corpo, incluindo hemorragia interna e lesões em órgãos vitais, incompatíveis com uma simples queda.
Ao longo das investigações, a Polícia Civil reuniu depoimentos, perícias e mensagens que indicavam que Henry teria sido vítima de agressões frequentes antes da morte.
No último dia 4 de junho, Monique Medeiros e o ex-vereador Jairinho foram condenados pela morte de Henry Borel.
Monique recebeu perdão judicial em relação ao homicídio culposo e foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão por tortura por omissão, pena que cumprirá em liberdade.
Já Jairinho recebeu pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

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