1B pelos ares e mil funcionários na rua: Montadora n°1 de pais entra em falência pós colapso: "Fato triste"
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Montadora entra em falência em país após colapso (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/ Canva/Freepik)
Montadora gigantesca declara falência e deixa o mercado de aviação em choque em país após a quebra, em meio à demissões e valores indo pelos ares
Neste mês de dezembro, uma poderosa e gigante montadora, nº1 no setor de aviação elétrica na Alemanha, acabou declarando falência em um país após uma série de adversidades.
Trata-se da Lilium, uma das mais promissoras startups do setor de aviação elétrica que deixou o mercado de eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical) em estado de alerta.
Além disso, o encerramento das operações da empresa alemã foi um golpe para o setor, que vê na mobilidade aérea sustentável uma solução para o futuro do transporte urbano.
Diante disso, com base nas informações do portal Exame, a equipe especializada em economia do TV Foco traz mais detalhes do colapso e seus impactos.
Um projeto audacioso
Fundada em 2015 por Patrick Nathen, Daniel Wiegand, Sebastian Born e Matthias Meiner, a Lilium nasceu com a missão de revolucionar a aviação por meio de aeronaves elétricas de alta tecnologia.
- A promessa era ambiciosa: criar um eVTOL capaz de operar como um táxi aéreo eficiente, alcançando velocidades de até 100 km/h com zero emissões.
- A startup atraiu grandes investidores, incluindo a gigante chinesa Tencent, além de firmar parcerias promissoras, como o pedido de 100 aeronaves pelo governo da Arábia Saudita.
- Em 2021, a Lilium abriu capital na Nasdaq após uma fusão com a SPAC Qell, arrecadando mais de US$ 1 bilhão.
- Apesar do progresso no desenvolvimento de protótipos, a empresa não conseguiu entregar um produto comercial.
Insolvência e falência
No entanto, esse US$1bilhão acabou indo pelos ares com todos os problemas financeiros que se intensificaram, desde outubro de 2024, quando a Lilium anunciou que entraria com um pedido de insolvência.
O governo alemão negou apoio financeiro emergencial, deixando a empresa sem alternativas para manter suas operações.
Sob a insolvência e falência, a Lilium perdeu o controle de suas subsidiárias, incluindo a Lilium eAircraft, que foi colocada à venda pela KPMG.
Toda essa situação culminou no encerramento oficial das atividades, conforme confirmado pelo CEO e cofundador Patrick Nathen em sua página no LinkedIn:
“Depois de 10 anos e 10 meses, é um fato triste que a Lilium encerrou as operações.” A empresa que Daniel, Sebastian, Matthias e eu fundamos não pode mais buscar nossa visão compartilhada de uma aviação mais ambientalmente amigável. Isso é devastador e o momento é dolorosamente irônico.”
Impactos imediatos
Como consequência, a Lilium deixou cerca de 1.000 funcionários na rua, o que representou a maior parte de sua força de trabalho, após já ter dispensado 200 colaboradores poucos dias antes.
Em comunicado expresso, a empresa declarou que “comunicará algo assim que possível”, mas não forneceu detalhes sobre os próximos passos.
O que causou a falência da Lilium?
Ainda de acordo com o portal, a Lilium enfrentou desafios técnicos, financeiros e de mercado que culminaram em sua falência:
- Falta de um produto comercial: Apesar dos protótipos em escala real, a empresa não conseguiu superar barreiras técnicas e regulatórias para lançar um produto comercial.
- Dependência de capital: A abertura de capital e os investimentos bilionários não foram suficientes para sustentar as operações diante do alto custo de desenvolvimento.
- Concorrência acirrada: Empresas como Joby Aviation, Vertical Aerospace e Volocopter avançaram significativamente no desenvolvimento de seus eVTOLs, atraindo clientes e investidores.
Qual o futuro do setor de eVTOLs?
Por fim, enquanto a Lilium fecha suas portas, outras empresas continuam a avançar:
- Joby Aviation: Realizou o primeiro voo de um eVTOL em Nova York e produziu uma aeronave para a Força Aérea dos EUA.
- Vertical Aerospace: Completa testes com o modelo VX4 e já recebeu encomendas de grandes companhias aéreas.
- Volocopter: Planeja lançar operações comerciais em 2024.
- Eve Air Mobility: Subsidiária da Embraer, possui 635 aeronaves encomendadas.
- CityAirbus: Prevê certificação operacional em 2025.
Considerações finais:
Em suma, a Lilium, uma das principais startups de aviação elétrica, declarou falência em dezembro de 2024.
Após anos de desenvolvimento e investimentos bilionários, a empresa não conseguiu superar desafios técnicos e financeiros para lançar seu eVTOL comercialmente.
Entretanto, a falência da Lilium, apesar de ser um revés para o setor, não significa o fim da mobilidade aérea elétrica, com outras empresas continuando a investir nessa tecnologia promissora.
Além disso, ela serve como um lembrete dos desafios e riscos inerentes a startups em setores disruptivos.
Mas, para saber mais sobre essas histórias de falências, retomadas e muito mais, clique aqui*.
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