Autor de famosa novela da Globo ficou completamente abalado após morte de protagonista

Em 1983, vivendo um dos grandes auges de suas novelas, a Globo quase não conseguiu finalizar uma de suas maiores produções pois o protagonista da novela morreu.

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Sol de Verão era uma novela que foi escrita por Manoel Carlos, o protagonista da trama era Jardel Filho. A novela das oito da emissora quase não teve fim.

No dia 19 de fevereiro de 1983, o ator sofreu um ataque cardíaco em casa e não resistiu, nos deixando aos 55 anos.

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No Jornal Nacional a notícia foi dada, pegou todo mundo de surpresa e deixou praticamente todo o estúdio da emissora completamente em choque.

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Manoel Carlos ficou completamente abalado com o acontecimento e não quis terminar a novela, que, curiosamente só teve fim porque o público queria saber como seria o final.

“Por mim, a novela acabava agora. Será ‘dificílimo’ entrar no cenário sem o Jardel”, disse, na época, o diretor Jorge Fernando ao Jornal O Globo.

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A Globo encomendou uma pesquisa urgente para ouvir a opinião do público se continuaria ou não com a novela: 55% dos entrevistados achou que a trama deveria ir ao fim.

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José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então vice-presidente de Operações da Globo, anunciou que a novela não terminaria imediatamente e teria algumas mudanças.

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Jardel Filho - Foto Reprodução Internet

Jardel Filho – Foto Reprodução Internet

HOMENAGEM

Manoel Carlos era muito próximo de Jardel e na época disse que não teria condições de finalizar a trama sem o protagonista e amigo.

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Ao final da exibição do capítulo 120, o último com participação do ator, o elenco prestou uma homenagem, dando depoimentos emocionado.

Jardel Filho - Foto Reprodução Internet

Jardel Filho – Foto Reprodução Internet

“Peço a vocês que me vejam não como um dos atores, mas como todos os atores do elenco desta novela. Eu peço a todos um instante de eflexão sobre esse velho ofício de esconder a própria vida, sacrificá-la mesmo, em benefício de outras, fictícias, mas que acabam por igualar-se à verdadeira, tão bem são elas vividas. E é por isso que o homem-ator tem que ter muitas vidas dentro de si. É por isso que quando morre um ator, morrem tantas pessoas com ele. Quando Cacilda Becker morreu, Carlos Drummond de Andrade escreveu: ‘Morreram Cacilda Becker’. Assim deve ser dito sempre. Agora… Morreram Jardel Filho”, leu Guarnieri na época.