Morto reaparece, atriz doente faz "plástica" e Bahia branca: 4 vezes que a Globo fez o público de palhaço

Juliano Cazarré quando levou facada em "Amor de Mãe" (Foto: Reprodução/TV Globo)
As novelas “O Outro Lado do Paraíso”, “Império” e “Segundo Sol” renderam polêmicas que revoltaram os telespectadores da Globo
A Globo é especialista em fazer novelas e isso não é segredo para ninguém. O problema é que a emissora já de envolveu em alguns problemas com tramas desenvolvidas em seus estúdios e que até hoje ficaram marcados como grandes erros de produção. Novelas como “O Outro Lado do Paraíso”, “Império” e “Segundo Sol” são exemplos.
Apesar de ser algo corriqueiro em novelas e filmes, um personagem que sofre um atentado e ressurge vivíssimo depois foi artifício usado com exaustão por Walcyr Carrasco em suas tramas. Juliano Cazarré, por exemplo, “morreu” em duas tramas do autor e apareceu vivinho da Silva depois.
Em 2013, ele foi esfaqueado pela personagem Aline (Vanessa Giácomo), que teve as tramoias descobertas pelo personagem Ninho. Anos depois, em 2017, também foi ‘furado’, desta vez com tesouradas pela Sophia, vivida por Marieta Severo. Mesmo enterrado, ele apareceu no tribunal para testemunhar contra a vilã e gerou a revolta do público.
Para completar, ele também levou uma facada em “Amor de Mãe” (2019-2021). O personagem Magno foi preso e sofreu um atentado dentro da cadeia. Com o cena, o público nas redes sociais se mostrou cansado já com as facadas levadas por Juliano Cazarré em novelas.

Sophia (Marieta Severo) e Mariano (Juliano Cazarré) em “O Outro Lado do Paraíso” (Foto: Globo/Raquel Cunha)
SUBSTITUIÇÃO INUSITADA
Em “Império”, a situação foi um pouco mais absurda. A atriz Marjorie Estiano interpretou a vilã Cora na primeira fase da novela e deu lugar a Drica Morais na segunda fase. O problema é que a artista teve problemas de saúde relacionados à leucemia que ela havia vencido anos antes.
Para dar um jeito, Aguinaldo Silva inventou uma cirurgia plástica na vilã e simplesmente colocou Marjorie Estiano de volta ao posto da personagem. O público não entendeu muito bem o que aconteceu e achou uma verdadeira palhaçada a justificativa, já que a questão de saúde de Drica era muito bem explicada na imprensa.

Cora (Marjorie Estiano e Drica Moraes): a grande vilã de “Império” (Foto: Ellen Soares e João Cotta/Globo)
PAPAGAIADA
Por fim, tem a polêmica da novela “Segundo Sol”, de 2018, que contava a história de Beto Falcão, vivido por Emílio Dantas, que forja a própria morte para ganhar dinheiro. O problema é que a trama passada na Bahia tinha quase que o elenco total composto por pessoas brancas, sendo que o estado brasileiro é um dos que concentra a maior população preta.
Na época, a Globo se defendeu e disse que alguns atores negros foram procurados, mas estavam ocupados. Além disso, o fato de Beto Falcão forjar a própria morte deixou telespectadores revoltados ao perceberem que o protagonista andava pelas ruas de Salvador sem ser reconhecido, mesmo sua morte tendo grande repercussão.

Bastidores de cena de “Segundo Sol” com Emilio Dantas e Giovanna Antonelli (Foto: Globo/João Cotta)
Tópicos nesse artigo: