Banquete de nojeira: Flagra de moscas vivas na carne e leite podre em supermercado aciona a Vigilância em SC

Vigilância é acionada após presença de moscas em carne (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Lennita/Canva)
Carnes com moscas e leite podre: Vigilância Sanitária expõe banquete de nojeira na região de Santa Catarina, SC, e situação deixou milhares de consumidores em choque
Ainda em março de 2025, a Vigilância Sanitária foi acionada diante de um verdadeiro banquete de nojeira no Oeste de Santa Catarina, SC.
Isso porque uma operação conjunta revelou flagrantes revoltantes em supermercados, açougues e até mesmo restaurantes de Seara e Xavantina.

O que incluía desde carnes com moscas vivas dentro da embalagem a leite podre entre alimentos vencidos há mais de um ano.
Essa ação escancarou não apenas uma cadeia de desrespeito sanitário, como colocou em alerta o sistema de fiscalização.
Sendo assim, a partir de informações divulgadas pelo portal ClicRDC, a equipe especializada em economia do TV Foco traz tudo o que você precisa saber sobre a operação e as medidas tomadas.
Força tarefa:
Entre os dias 24 e 26 de março, os fiscais vistoriaram 17 estabelecimentos nos dois municípios.
A força-tarefa, integrada por órgãos de saúde pública estadual e municipal, partiu com um objetivo claro: proteger a saúde da população e garantir a segurança alimentar.
Mas, conforme mencionamos acima, o que encontraram, no entanto, foi uma sucessão de infrações graves que colocam consumidores em risco direto.
Entre os principais absurdos flagrados estavam:
- Carnes vencidas e congeladas após a data de validade;
- Carne deteriorada “maquiada” com corantes para simular frescor;
- Moscas vivas dentro de embalagens de carne;
- Ovos expostos ao sol, acelerando a decomposição;
- Laticínios vencidos há mais de um ano, incluindo produtos infantis e sorvetes;
- Leites e misturas lácteas podres e mal armazenados;
- Ambientes com limpeza precária;
- Produtos sem identificação;
- Hortaliças mofadas e com fungos visíveis.

Que medidas a Vigilância Sanitária adotou?
A Vigilância lavrou autuações administrativas e deu prazo para correção imediata das falhas.
Autoridades poderiam interditar os locais que não se adequarem, além de responsabilizar seus proprietários criminal e civilmente por danos aos consumidores.
Inclusive, a responsabilização poderia envolver processos por danos morais e acusações baseadas em crimes contra a saúde pública.

Em nota, as autoridades alertaram:
“Estamos falando de alimentos vencidos há longos meses, vendidos em condições inadequadas. A confiança do consumidor precisa ser respeitada.”
Visto que os estabelecimentos autuados não foram identificados, não foi possível encontrar manifestações tampouco a situação atual dos mesmos.
Qual é a importância do Programa de Avaliação de Produtos de Origem Animal (POA)?
A operação integra o Programa de Avaliação de Produtos de Origem Animal (POA), criado em 1999.
Graças a esse programa, o estado já retirou mais de 1.700 toneladas de alimentos impróprios de circulação. Só em 2025, dezenas de ações exigiram e seguiram o mesmo rigor.
Portanto, a fiscalização seguirá contínua e severa com o foco de impedir que alimentos em condições precárias cheguem à mesa dos catarinenses.
Conclusão:
A operação em Seara e Xavantina revelou um cenário alarmante de negligência sanitária que não pode se repetir.
Inclusive, a resposta das autoridades mostra que há ferramentas legais e operacionais para agir com firmeza.
Por fim, é bom ter ciência de que a saúde pública exige vigilância constante e punição exemplar. Afinal de contas, o consumidor merece respeito, segurança e alimentos livres de riscos. Mas, para saber mais sobre outros casos e até decretos da ANVISA/Vigilância Sanitária, clique aqui. *