De Honda à Yamaha: 5 motos populares que deram adeus ao Brasil

Motos que marcaram gerações no Brasil e saíram de linha deixando saudade entre fãs da Honda, da Yamaha e de outras gigantes do setor

07/05/2026 às 22:15 · Tempo de leitura: 8 minutos

Yamaha - Moto - Honda (Foto: Reprodução)

Motos que marcaram gerações no Brasil e saíram de linha deixando saudade entre fãs da Honda, da Yamaha e de outras gigantes do setor

A despedida de uma moto do mercado nunca passa despercebida, principalmente quando envolve modelos que fizeram parte da rotina de milhares de brasileiros. Ano passado, 2025, o segmento de duas rodas no país começou a viver uma das maiores mudanças dos últimos anos.

Marcas tradicionais, conhecidas pela força nas vendas e pela fidelidade do público, iniciaram uma reformulação importante em seus catálogos. O resultado disso apareceu de forma clara nas concessionárias: modelos populares da Honda e da Yamaha deixaram de ser produzidos no Brasil. Entre eles estão nomes que marcaram gerações, conquistaram entregadores, trabalhadores, estudantes e consumidores que buscavam economia e confiabilidade.

A lista reúne cinco motos bastante conhecidas: Honda Biz 110, Honda Forza 350, Yamaha Factor 125i UBS, Yamaha Fazer 150 UBS e Yamaha Neo 125. O movimento chamou atenção porque não envolveu apenas motos com vendas mais baixas, mas também produtos consolidados que durante anos ocuparam espaço importante no mercado brasileiro.

Parte dessas decisões aconteceu por mudanças estratégicas das fabricantes. Outra parte veio por exigências ambientais e pela necessidade de atualização tecnológica.

Moto Biz 110i (Reprodução: Honda/Divulgação)

A transformação começou a ficar mais evidente quando montadoras passaram a adaptar seus modelos para atender novas regras de emissão de poluentes. Mas o que isso significa na prática? No Brasil existe o Promot, sigla para Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares. Esse programa estabelece limites de emissão de gases e força as fabricantes a desenvolver motores mais modernos e menos poluentes.

Em 2025, a fase M5 passou a exigir adequações técnicas importantes. Isso obrigou algumas marcas a atualizar motores, rever projetos antigos ou simplesmente encerrar modelos que já não faziam sentido financeiro diante das novas exigências.

Além disso, o comportamento do consumidor também mudou. Muitos motociclistas passaram a buscar mais conectividade, painéis digitais, sistemas de freio mais modernos e motores mais eficientes. Com isso, motos que dominaram as ruas durante anos começaram a perder espaço para projetos mais recentes. Esse cenário abriu caminho para uma verdadeira renovação nas linhas da Honda e da Yamaha.

Honda Biz 110

Entre as despedidas mais comentadas está a Honda Biz 110. Durante anos, ela foi uma das mais populares do país. Compacta, econômica e fácil de pilotar, a Biz conquistou principalmente quem precisava de um veículo para uso urbano. No entanto, a Honda confirmou em 2024 que a versão com motor 110 cilindradas saiu de linha. Cilindrada é o volume interno do motor responsável pela combustão.

Honda Biz 110i – Foto Internet

De forma simples, quanto maior esse número, maior costuma ser a capacidade de gerar potência. A linha 2025 da Biz passou a trabalhar apenas com motor 125. A mudança veio acompanhada de melhorias no consumo, atualização visual e adequação às novas normas ambientais. A decisão pegou muitos consumidores de surpresa, principalmente porque a versão 110 ainda tinha grande identificação com o público.

Honda Forza 350

Outro modelo que entrou na lista foi a Honda Forza 350. Diferente da Biz, a scooter premium nunca teve produção nacional em larga escala, mas despertava interesse entre consumidores que buscavam conforto e tecnologia.

Moto Honda Forza 350 (Foto: Divulgação/Honda)

O modelo acabou deixando de aparecer nas estratégias comerciais mais recentes da fabricante no Brasil, abrindo espaço para reorganização da linha de scooters da marca. Embora fosse um produto mais nichado, sua saída chamou atenção pelo nível de equipamentos e pelo posicionamento diferenciado dentro do mercado.

Yamaha Factor 125i UBS e a Yamaha Fazer 150 UBS

Na Yamaha, duas despedidas aconteceram quase ao mesmo tempo e mexeram com um público fiel. A Yamaha Factor 125i UBS e a Yamaha Fazer 150 UBS deixaram de ser produzidas no Brasil. A própria marca confirmou a informação no fim de 2024. A Factor 125, conhecida pela robustez e baixo custo de manutenção, abriu espaço para a nova Factor. Já a Fazer 150 passou o bastão para a Factor DX. A mudança representou o fim de dois nomes tradicionais nas ruas brasileiras.

O que significa UBS em uma moto? UBS é a sigla para Unified Brake System, ou Sistema de Freio Unificado. Na prática, quando o piloto aciona um dos freios, o sistema distribui parte da frenagem entre as rodas para aumentar a segurança e melhorar o controle. Esse recurso se tornou bastante valorizado nos últimos anos, principalmente entre motos urbanas.

Yamaha Factor 125i UBS 2022 (Foto: Reprodução/ Internet)

Yamaha Neo 125

A Yamaha Neo 125 também entrou na lista de despedidas. A scooter era conhecida pelo visual moderno, praticidade no trânsito e proposta voltada para deslocamentos urbanos. Apesar disso, mudanças no posicionamento da marca e a busca por produtos mais alinhados às novas tendências acabaram reduzindo seu espaço dentro da linha comercial.

A reação do público apareceu rapidamente em fóruns especializados, comunidades de motociclistas e redes sociais. Muitos consumidores lamentaram principalmente a saída da Biz 110, da Factor 125 e da Fazer 150, modelos vistos como sinônimo de economia e confiabilidade. Em comunidades de motociclistas, alguns usuários chegaram a comentar que determinadas substituições eram esperadas, enquanto outros defenderam que alguns modelos ainda tinham mercado.

Yamaha NEO 125 UBS (Foto Reprodução/Yamaha)

Mesmo com as despedidas, o mercado de motocicletas segue aquecido no Brasil. Os números de emplacamentos mostram que a demanda por motos continua forte, especialmente em categorias urbanas e de baixa cilindrada. O que muda agora é o perfil dos produtos.

As fabricantes aceleram a modernização, investem em motores mais eficientes e deixam claro que 2025 marcou o início de uma nova fase para quem vive sobre duas rodas. Para muitos motociclistas, algumas dessas despedidas deixam saudade. Para o mercado, elas representam evolução e adaptação a uma nova realidade.

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