"Transtornada e assustada", Mulher denuncia Datena e apresentador da Band recebe a pior notícia nos tribunais
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Datena estaria sofrendo pressão nos bastidores da Band- Foto: Reprodução/Band
O apresentador, um repórter do Brasil Urgente e a própria emissora foram acusados de danos morais por conta de uma reportagem
Cada vez mais próximo de deixar a Band para seguir a carreira política, José Luís Datena sofreu um revés na justiça ao ser denunciado por uma mulher, que o acusa de danos morais.
De acordo com Rogério Gentile, colunista do UOL, Datena recebeu a pior notícia do TJ de São Paulo ao ser condenado em primeira instância a pagar uma indenização de R$ 20 mil a uma enfermeira que teria sido citada injustamente em uma reportagem do Brasil Urgente.
Além de Datena, a decisão judicial também condenou o repórter Agostinho Teixeira, veterano do Brasil Urgente e a própria Band.
A condenação aconteceu por conta de um erro cometido em uma reportagem exibida no Brasil Urgente em junho de 2020. Segundo a matéria da Band, uma médica estaria orientando funcionários de um refinaria, em Cubatão, a permanecer trabalhando mesmo após testarem positivo para Covid.
L.S. foi, segundo a decisão, identificada como sendo a médica, mas ela é enfermeira e foi contratada emergencialmente para realizar as testagens nos funcionários da empresa e encaminhar as pessoas com covid-19 para o setor médico, onde seriam atendidas.
“Por conta da divulgação dessa notícia falsa, L.S. passou a receber ligações de amigos e familiares, preocupados com a sua segurança, diante da divulgação de fato tão grave”, afirmou a defesa da profissional.
“Ela ficou transtornada e assustada, com medo de alguma represália, já que, por medo da contaminação, as pessoas têm tomado atitudes extremas e muitas vezes violentas”, justificou advogada da mulher que preferiu não se identificar.
BAND E DATENA SE DEFENDEM
Gentile informa ainda que Datena, Band e Agostinho Teixeira recorreram da condenação em primeira instância argumentando que em nenhum momento citaram L.S como sendo a médica responsável.
“Basta assistir à notícia para facilmente se perceber que os jornalistas tinham plena ciência de que a orientação para que os funcionários infectados voltassem ao trabalho partia da médica da empresa, e não de qualquer colaborador do laboratório, tal como L.S.”, afirmou a defesa da emissora do Morumbi.
“Não houve qualquer equívoco ou emissão de juízo de valor, restando configurado o exercício regular do direito de informação”, afirmou o jurídico da Band.
Datena e Band enfrentam problemas judiciais por matéria no Brasil Urgente (Foto: Reprodução/ Band)
No entanto, os desembargadores do TJ de São Paulo não concordaram com a argumentação e pontuaram que a matéria “extrapolou os limites da informação e atingiu a honra da enfermeira”, declarou o relator do processo.
O órgão manteve o valor da condenação, mas removeu a determinação para que a Band publicasse um texto de retratação.
Band, Datena e Teixeira ainda podem recorrer da decisão.
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