Na cobertura do conflito no Rio, helicópteros foram as estrelas
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KEILA JIMENEZ – keila.jimenez@grupofolha.com.br
Relegados a coberturas de acidentes, trânsito e enchentes, os helicópteros passaram a peça-chave das TVs nas últimas semanas.
As cenas de traficantes fugindo da Vila Cruzeiro, captadas pelo helicóptero da Globo, tiveram tanta repercussão que, no dia seguinte, a polícia proibiu imagens aéreas na região.
O diferencial, no entanto, tem um (alto) custo. O modelo mais usado pelas emissoras é o Robinson RH 44, que não precisa ser adaptado e pode sair da fábrica já com as câmeras instaladas.
Com o preço médio de US$ 1,5 milhão (R$ 2,55 milhão), o helicóptero tem um custo operacional (combustível e manutenção) de R$ 1.500 por hora de voo.
A bordo, costumam ir piloto, cinegrafista e repórter.
Isso quando tudo não se concentra em um único profissional, como o famoso comandante Hamilton, hoje na Band. “Eu mesmo corro atrás da informação”, diz ele.
No Rio, as imagens da Globo foram captadas por seus dois helicópteros, equipados com câmeras HD, cujas lentes têm capacidade de aumento de 800 vezes. E foi justamente esse poderoso zoom que permitiu o voo a 2,5 quilômetros do conflito, garantindo a segurança sem prejudicar a nitidez das imagens.
A RedeTV! possui um helicóptero próprio e a Record, dois. Já SBT e Band alugam o equipamento.
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