Na “máquina da verdade”, Agnaldo Timóteo afirma ter recusado propina de U$500 mil

05/07/2016 às 08:39 · Tempo de leitura: 3 minutos

Na “máquina da verdade”, Agnaldo Timóteo afirma ter recusado propina de U$500 mil

Agnaldo Timóteo (Foto: Reprodução)

Na semana passada, Agnaldo Timóteo foi entrevistado no “Superpop” da RedeTV! estando submetido ao polígrafo, aparelho conhecido como “máquina da verdade”. No entanto, durante os últimos dias, suas falas tem gerado bastante repercussão devido a um dos temas respondidos.

Ao ser questionado se foi um bom vereador em São Paulo, Agnaldo Timóteo é enfático: “Bom não, excelente”. Ele vai além: “Eu sou extraordinário, maravilhoso representante do povo”.

No entanto, em seguida ele fez revelações em relação a convites a participar de esquemas de corrupção, já que ele exerce vida pública desde 1986. “Quando era deputado federal, eu recebi uma proposta para mudar meu voto de Maluf para Tancredo, e chutei o balde, fui muito grosseiro”, revela.

FHC Presidente (Foto: Reprodução)

E completa: “Depois eu recebi uma informação que eu teria U$500 mil, para me ajudar na campanha seguinte, para votar a reeleição de Fernando Henrique. [Por causa disso] eu renunciei ao meu mandato e fui ser vereador no Rio de Janeiro, mas não votei na reeleição de Fernando Henrique”. O cientista responsável por operar o aparelho do polígrafo Jorge confirmou que a resposta foi verdadeira.

“Eu achei que eles foram profundamente desonestos, por que votaríamos a reeleição em 1996, mas adiaram a votação para 1997 para não deixar Paulo Maluf se reeleger”, declara. A máquina confirmou a verdade das declarações do político, que por sua vez tem posição extremamente conservadora.

Vale lembrar que no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada uma emenda constitucional que permitiu a reeleição para os cargos do poder executivo. Em maio de 1997 grampos telefônicos publicados pela Folha de S.Paulo revelaram conversas entre o então deputado Ronivon Santiago e outra voz identificada no jornal como Senhor X. Nas conversas, Ronivon Santiago afirma que ele e mais quatro deputados receberam 200 mil reais para votar a favor da reeleição, pagos pelo então governador do Acre, Orleir Cameli.

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