Salário mínimo regional em estado brasileiro supera R$ 2,2 mil; Veja as faixas de cada categoria e quem é beneficiado

Enquanto o Governo Federal bateu o martelo e definiu o valor do salário mínimo em R$ 1.621, as leis estaduais do Rio Grande do Sul já consolidaram um patamar remuneratório significativamente superior.

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De acordo com o G1, por meio da sanção da Lei nº 16.311, ainda em junho de 2025, o Governo do estado gaúcho oficializou um reajuste de 8% no piso regional, estabelecendo valores que reconhecem a expertise técnica e o custo de vida diferenciado do estado.

Esta medida não apenas supera a inflação oficial, como também oferece um ganho real substancial, protegendo o poder de compra de diversas categorias profissionais que não possuem piso definido por acordos coletivos.

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Acima da inflação

O reajuste de 8% concedido pelo governador Eduardo Leite demonstra um compromisso estratégico com a valorização da mão de obra.

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Na prática, apesar de o valor deste ano ainda não ter sido definido, ele ainda apresenta um índice que ultrapassa os 6,79% aplicados ao salário mínimo nacional neste ano de 2026.

Ou seja, ele segue evitando o achatamento dos rendimentos regionais e estimulando a economia local por meio do consumo.

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As cinco faixas:

Mas a Lei nº 16.311 também reorganiza a remuneração no estado em cinco níveis distintos, abrangendo desde o setor primário até profissionais técnicos especializados.

Confira abaixo os valores vigentes que as empresas devem respeitar em 2026:

Faixa 1 – R$ 1.789,04:

Esta faixa contempla a base da economia estadual, incluindo:

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  • Empregados domésticos;
  • Trabalhadores da agricultura e pecuária;
  • Profissionais da construção civil.

Faixa 2 – R$ 1.830,23:

O segundo nível atende setores de serviços e atendimento, como:

  • Serviços de saúde (nível não técnico);
  • Telecomunicações e call centers;
  • Profissionais de hotelaria e gastronomia.

Faixa 3 – R$ 1.871,75:

Este patamar beneficia diretamente o motor do consumo interno:

  • Empregados do comércio em geral;
  • Trabalhadores das indústrias de alimentação.

Faixa 4 – R$ 1.945,67:

Por fim, destinada a categorias que exigem qualificação específica e retenção de talentos:

  • Metalúrgicos e gráficos;
  • Vigilantes;
  • Auxiliares de administração escolar.

Faixa 5 – R$ 2.267,21:

Representa o valor máximo do piso regional, focado na alta especialização:

  • Trabalhadores técnicos de nível médio. É aqui que o estado atinge o teto de R$ 2.267, valor que se distancia consideravelmente do piso nacional previsto.

Por que o piso regional é essencial?

O salário mínimo estadual funciona como um balizador socioeconômico. Em suma, ele adapta a remuneração às particularidades de estados como o Rio Grande do Sul, onde o custo de vida, incluindo moradia e alimentação, muitas vezes supera a média nacional.

Ao estabelecer valores mais altos, o governo estadual reduz desigualdades e corrige distorções que o piso federal, por ser unificado, não consegue alcançar.

Conforme citamos acima, até o momento, o governo do Rio Grande do Sul mantém os valores estabelecidos pela Lei 16.311.

No entanto, embora ainda não tenham informado de forma oficial, estima-se que as discussões para novas atualizações do piso regional ocorram no primeiro semestre de cada ano.

Quais são os estados que aplicam o salário mínimo regional?

Além do Rio Grande do Sul, os demais estados que aplicam o salário mínimo regional no Brasil são:

  • Paraná (PR);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Santa Catarina (SC);
  • São Paulo (SP).

Lembrando que cada um deles é definido em categorias específicas que não possuem piso negociado por convenção coletiva e valores que superam o salário mínimo nacional. 

Mas, para saber mais sobre outros salários mínimos estaduais, clique aqui*