(Foto: Divulgação)

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Walther Negrão, autor de “Sol Nascente”, da Globo, contou, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, que procurou, mas não encontrou nenhum ator oriental “com a capacidade e o peso” de Luís Melo para Kazuo Tanaka, um dos protagonistas do folhetim.

“Era um personagem muito importante para colocar com um principiante ou alguém que não tenha a tarimba. Não tinha ator”, disse.

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Filho de uma japonesa e um oficial americano, Tanaka emigrou para o Brasil na juventude. A trama, diz o novelista, foi inspirada na ópera “Madame Butterfly”.

A escalação de Melo incomodou atores de ascendência japonesa. Coletivos como o Oriente-se têm acusado a Globo de racismo e promovido campanhas de boicote a “Sol Nascente”.

Negrão comenta que não há motivo para chateação. “Eles estão na novela. Ninguém está tirando o papel de ninguém”, emenda a preparadora de elenco Frida Richter. A equipe afirma que os olhos de Melo não foram esticados artificialmente para o personagem.

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