Eliane Giardini em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Divulgação)

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No ar em O Outro Lado do Paraíso como a personagem Nádia, uma mulher fútil e racista, Eliane Giardini encara um grande desafio na sua carreira, com o risco de ser rejeitada pelo público em virtude do seu difícil papel.

Em entrevista ao jornal Estadão, a atriz reconheceu os riscos que a personagem poderia trazer, mas não acredita que ela tenha sido rejeitada pelos telespectadores. “Ela foi aceita e não rejeitada, era um grande risco fazer uma personagem assim, que fala coisas absurdas”, declarou.

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Apesar de ter aceitado o desafio, Eliane admitiu que não estava pronta para fracassar com o papel: “Tenho 30 anos de personagens simpáticos, amorosos e isso conta também. Não fui rejeitada, ainda bem, acho que não estava preparada para isso”. “Procuro conscientizar as pessoas daquele racismo que é o mais comum no Brasil, o racismo velado, que não bate, mas ofende e trata o semelhante como um ser inferior”, completou.

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A atriz também comentou sobre a proposta do folhetim, que trouxe uma abordagem com temas mais espinhosos. “Todos os personagens da novela refletem os problemas atuais da humanidade”, afirmou. “É o caso de Sophia, uma verdadeira psicopata, e o filho Gael (Sérgio Guizé), que bate na mulher. Tenho muita pena desses personagens, os filhos da Sophia são pessoas boas, mas absolutamente estragadas”, continuou.

Por fim, Eliane avaliou a importância dos temas discutidos pela trama de Walcyr Carrasco. “A novela tem um cardápio bem variado de temas, mas isso é bom, isso liberta, ajuda todas essas causas. A gente vive um tempo muito complicado, mas todo mundo está debatendo, é um tempo importante que estamos vivendo”, garantiu.

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