É inegável o sucesso que vem fazendo a novela “Além do Tempo”, da Globo. A repercussão da trama chega a ser até superior a da novela das 21h da Globo, “A Regra do Jogo”. Apesar de já ter feito vários sucessos no horário das 18h, a autora Elizabeth Jhim conta não pretender fazer novela no horário nobre.
“Não tenho a mínima vontade. É muito sacrificante e valorizo muito ter uma vida. No horário nobre, os autores são muito sacrificados e isso não é legal. Gosto do horário das seis. Nele você pode fantasiar e criar de forma romântica.”
Na entrevista, que foi cedida ao EGO, ela conta que não considera sua novela religiosa, e por isso não sofre preconceito de pessoas de outras religiões.
“Eu não falo em religião ou doutrina. Não temos uma trama espírita. Falo de algo que é muito próprio do ser humano, não dou privilégio a nenhuma religião.”

Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) se reencontram 150 anos depois em nova fase
(Foto: Globo/Estevam Avellar)
Elizabeth Jhim também crê que as pessoas precisam de mais espiritualidade nas novelas, que estão cada vez mais afastadas do tema.
“As pessoas sentem falta de espiritualidade e sempre priorizo isso. Vivemos uma vida muito materialista. Com essa coisa do imediatismo, as pessoas só pensam no ter e isso traz muita angústia. Quando você vê uma história que privilegia o outro lado, faz bem às pessoas.”
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