Quanto a estréia de Carlos Nascimento hoje à noite, tenho opinião com base em experiências vividas pelo próprio SBT. Vi duas tentativas, a primeira com Sérgio Chapelin. Tirou da Globo, ofereceu um programa onde exigia mais do que simpatia, mais do que leitura de textos, mais do que opinião, era necessário entreter o público, mesmo sendo um programa com viés cultural. Desandou de tal forma, foi tão artificial, frio, robotizado, que Sérgio voltou para o velho Globo Repórter.
Em outra oportunidade, e nesta diversos leitores do TvFoco puderam presenciar, vimos Ana Paula Padrão sair da bancada e mostrar seus dotes como âncora de programa próprio. Este, ao invés de servir ao mundo do palco, como do Chapelin, aproximou-se do mundo jornalístico, era um documentário por semana. Bons assuntos, má apresentação. Desandou.
Ontem, quando vi que Ratinho apresentaria Nascimento, me ative a estes detalhes. Não vi desenvoltura, quando a câmera focava, o nervosismo ultrapassava o aceitável, em resumo, era um Sérgio Padrão Chapelin desfilando. E desta vez teremos o misto das tentativas anteriores, pois envolverá descontração de um palco e trato com o jornalismo. Sérgio e Padrão não venceram em programas com características diferentes e separadas, hoje, veremos a batalha de um Nascimento tendo que encarar os dois tipos em um só desafio, no “Melhor Brasileiro de Todos os Tempos”, às 23h45, SBT.
Esta é mais uma razão para assistirmos a estréia do programa e do comunicador.
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