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O diretor de programação da Globo (Foto: Divulgação)

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Observando o sucesso de serviços de produção e exibição de séries por streaming, a Globo resolveu embarcar de vez no mercado. A emissora já começou a, por exemplo, disponibilizar algumas de suas produções pelo GloboPlay, antes mesmo de exibir na TV.

Com a nova série do canal, “Brasil a Bordo”, não será diferente. Prevista para ser disponibilizada no serviço a partir de 4 de maio, a série só deve ganhar as telinhas da TV aberta no ano que vem. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o diretor de programação da Globo, Amauri Soares, falou sobre essa nova fase.

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“O jogo é de janelas. É a nossa realidade, é o que a tecnologia acabou proporcionando: janelas digitais convivendo com janelas de massa como a TV aberta. Hoje essa integração é a grande oportunidade dos conteúdos. Você alcança mais gente, ao longo de um ciclo maior”.

O diretor opina durante a entrevista que não acha que a TV será substituída pelo streaming, mas vê o serviço como um complemento.

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“A gente sempre cai na armadilha de que algo vai substituir. Não substitui: complementa. Talvez não faça mesmo sentido você assinar um pacote de canais de filme se tem um serviço de VOD de filmes tão eficiente, mas um canal de esporte, de jornalismo, faz sentido”.

Ele ainda vê certa diferença entre a maneira como se produz conteúdo na Globo e como são exibidos em tais serviços:

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“Uma plataforma como a Netflix encomenda fora seus conteúdos. Aqui nós temos um estúdio, a gente trabalha junto. É extraordinário poder ter essa relação, eu como programador com meus colegas criadores, poder cruzar soluções artísticas que eles encontram com a busca de adequação”.

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