Santander dá notícia e deixa funcionários enfurecidos com atitude de última hora

O Santander certamente é um dos bancos que mais arrecada dinheiro atualmente no Brasil, já que segundos dados estatísticos, a empresa arrecadou somente nesses três primeiros meses desse ano, um total de R$ 2,14 bilhões em lucro.

Continua depois da publicidade

Com um lucro gigantesco desse, é esperado que a empresa recompense seus funcionários, afinal um servidor satisfeito aumenta a produtividade do banco e os resultados são alcançados mais facilmente.

Contudo, não é o que tem acontecido com o Santander, pois seus funcionários denunciaram situações difíceis no ambiente de trabalho, como o uso de metas impossíveis de ser batidas, assédio moral e até mesmo problemas na falta de infraestrutura da empresa.

Continua depois da publicidade

Para quem não sabe, houve também um processo pelo Ministério Público do Trabalho, movido no ano passado, quando servidores do banco o denunciaram por assédio moral, um tipo de violência no ambiente de trabalho.

As metas altíssimas e impossíveis de serem batidas acarretaram em problemas de saúde dos funcionários, que tiveram que ser afastados por transtornos psíquicos, como, por exemplo, estresse e depressão.

O Santander se posicionou alegando surpresa em uma nota enviada ao G1:

Continua depois da publicidade

“O Santander recebeu com surpresa a decisão, visto que os julgadores reconhecem as práticas da instituição no combate a qualquer tipo de assédio ou discriminação, como, aliás, já havia feito o juiz de primeiro grau. A Instituição destaca o fato de a decisão não ter sido unânime, ou seja, dois juízes votaram para absolver inteiramente o Banco da condenação. O Santander irá recorrer e acredita que a decisão, que não é definitiva, será reformada pela instância superior da Justiça do Trabalho.”

No final das contas, a Justiça do Trabalho condenou o banco a pagar um valor de R$ 274 milhões aos funcionários.

A empresa pagou o valor total acionado pela Justiça?

O banco recorreu da decisão, alegando que não havia ficado comprovado que o assédio ocorria em todo o país, apenas no estado de Santa Catarina, contudo o recurso foi negado e a empresa terá que pagar o valor de R$ 274 milhões aos funcionários.