Nova lei aplicada em país condena pessoas a prisão perpétua em caso extremo e revolta cidadãos

Nova lei aprovada em país proíbe causa revolta - Foto: Reprodução/Internet
Os cidadãos da Uganda tiveram duas novas leis sancionadas na última segunda-feira (29). As punições podem ser prisão perpétua e pena de morte
As atividades homossexuais na Uganda agora podem resultar em prisão perpétua e pena de morte, de acordo com uma nova lei sancionada pelo presidente do país, Yoweri Museveni, na segunda-feira, 29 de maio.
Esta lei é uma das mais severas do mundo em relação à comunidade LGBTQ, embora tenha passado por algumas modificações no texto original nos últimos dois meses, propostas pelo parlamento.
CRIME
Anteriormente, os atos homossexuais já eram considerados ilegais na Uganda, porém agora qualquer pessoa condenada pode enfrentar uma sentença de prisão perpétua.
Além disso, a nova legislação também prevê pena de morte para os “casos agravados”, que envolvem relações homossexuais com menores de 18 anos ou a transmissão de uma doença crônica, como o HIV/AIDS, para o companheiro sexual.
Três importantes instituições de saúde pública – o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Aids (Pepfar), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e o Fundo Global – emitiram uma declaração conjunta expressando preocupação com o “impacto prejudicial” dessa regulamentação.
“O avanço da Uganda em sua resposta ao HIV está agora em grave perigo”, diz o comunicado. “O estigma e a discriminação associados à aprovação da lei já levaram à redução do acesso aos serviços de prevenção e tratamento”, prossegue.
NOVAS LEIS
A presidente do Parlamento, Anita Among, elogiou a sanção da lei, alegando que vai “proteger a santidade da família”. “Temos nos mantido firmes para defender a cultura, os valores e as aspirações do nosso povo”, acrescentou ela nas redes sociais.
O projeto de lei foi aprovado no início de maio. Apenas um deputado se mostrou contra a proposta.

Nova lei aprovada em país proíbe causa revolta – Foto: Reprodução/Internet