Tiago Santiago vai relembrar uma era marcada por grandes agitações políticas e sociais: a Ditadura Militar. Em sua próxima trama, Amor e Revolução – prevista para estrear no primeiro semestre de 2011, no SBT –, o autor vai narrar a trajetória de Maria Paixão, uma líder estudantil, que se une a grupos de esquerda para promover ações armadas contra o regime. E para escapar da prisão e da tortura, ela assumirá muitas ‘vidas’. Segundo o autor, qualquer semelhança com a nossa presidente Dilma Rousseff é mera coincidência.

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“Idealizei a trama central da novela baseado em fatos que marcaram a trajetória de muitos brasileiros, estudantes, militares, artistas, intelectuais que encararam a repressão e enfrentaram o Regime militar com muita coragem e determinação. A Dilma foi apenas uma delas. Então, é mera coincidência, sim. Estou fazendo ficção. Só uso esse período conturbado que marcou o Brasil como pano de fundo”, explica Santiago.

Para protagonizar a novela, Tiago indicou 20 nomes de jovens estrelas, que passaram por testes. Na tarde desta quarta-feira (3), ele assistirá os 10 melhores vídeos selecionados por Reynaldo Boury, diretor-geral de teledramaturgia da emissora, para escolher quem viverá Maria Paixão. Mas o dramaturgo prefere não falar de nomes. Muito menos confirmar se a atriz Alice Braga está cotada para o papel.

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“Não posso falar sobre o assunto para não alertar a concorrência… Sei que várias atrizes conhecidas no cinema, tevê e teatro participaram dos testes. Hoje, passarei o dia em São Paulo e devo bater o martelo”, comenta o novelista.

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Tiago Santiago conta ainda que finalizou uma carta que pretende enviar por e-mail à irmã de Che Guevara. Nela, o novelista explica o contexto de Amor e Revolução, que pretende mostrar a trajetória de Che, um dos principais líderes do governo cubano, ocupando cargos estratégicos como o de ministro da Indústria e presidente do Banco Nacional.

“Sei que a família de Che tem uma preocupação muito grande com a imagem dele. Então, é preciso muito cuidado. Esse é um assunto que vou discutir na reunião de hoje. Pode ser até que eu deixe essa história para lá, já que temos tantos detalhes para abordar. Uma coisa é certa: já decidimos não mais gravar as cenas de treinamento de guerrilha em Cuba.”

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Na trama, Maria Paixão se apaixona pelo militar José Guerra, filho de um general linha dura e democrata, personagem vivido por Cláudio Lins.

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