Confirmado por Haddad: Novo decreto do Banco Central atinge em cheio as poupanças e abala Caixa, Itaú e +
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Novo decreto do Banco Central confirmado por Haddad atinge poupanças Caixa, Itaú e muito mais (Foto: Internet)
Ministro confirma novo decreto do Banco Central que afetará diretamente a poupança
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), confirmou recentemente o novo decreto do Banco Central relacionado a taxa Selic que afetará diretamente os rendimentos das poupanças.
O ajuste atingirá em cheio instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal e o Itaú, e, especialmente, clientes que utilizam a poupança para render seu dinheiro.
Durante uma entrevista coletiva, o ministro trouxe a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com uma decisão que trará grandes mudanças.
Haddad minimizou eventuais tensões entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Banco Central, revelando que foi decidido reduzir o ritmo de queda da taxa básica de juros, a Selic.
Agora, a taxa passou de 0,5 ponto percentual para 0,25 ponto percentual. Essa decisão, tomada por uma margem estreita de 5 votos a 4, mantém a taxa de juros em 10,5% ao ano. Este ajuste interrompeu uma sequência de seis reduções consecutivas de 0,5 ponto percentual.
Haddad destacou que o conteúdo da ata trouxe clareza e dissipou temores do mercado sobre possíveis divisões internas no Copom, segundo o portal infomoney.
“A ata foi muito técnica, muito adequada e está em linha com o que eu esperava. Mostrou que ambos os posicionamentos [corte de 0,5 p.p. ou de 0,25 p.p.] eram pertinentes e defensáveis,” afirmou o ministro.
Impacto da mudança
O novo decreto traz implicações significativas para os rendimentos das poupanças. Com a Selic acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), que apesar de ter aumentado recentemente, ainda resulta em um retorno de 7,71% ao ano.
Em contraste, outras aplicações como Tesouro Selic e CDBs têm apresentado rendimentos superiores, variando de 8,32% a 9,57% ao ano. Isso coloca as poupanças em desvantagem, especialmente para investidores que buscam maior rentabilidade.
Ele reafirmou que, apesar das dificuldades herdadas do governo anterior, a inflação está sob controle e dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Haddad também criticou a gestão inflacionária do governo de Jair Bolsonaro, apontando a desoneração dos combustíveis como um artifício para reduzir artificialmente a inflação.
“Agora, a inflação está menor que a do ano passado, indicando uma melhora na condução econômica”, comentou Haddad.
Como a Selic afeta a Poupança?
A rentabilidade da poupança está atrelada à Selic da seguinte maneira:
- Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Este cenário resulta em um rendimento anual de aproximadamente 6,17% + TR.
- Quando a Selic está em 8,5% ao ano ou abaixo, a poupança rende 70% da Selic mais a TR. Por exemplo, com a Selic a 10,5%, a poupança renderia 70% de 10,5% ao ano, ou seja, 7,35% ao ano, mais a TR.
Com a decisão recente do Copom de reduzir o ritmo de queda da Selic de 0,5 ponto percentual para 0,25 ponto percentual, a Selic foi mantida em 10,5% ao ano.
Se a taxa continuasse a cair rapidamente, eventualmente poderia ficar abaixo de 8,5%, o que mudaria a fórmula de cálculo do rendimento da poupança para 70% da Selic mais a TR. Nesse cenário, o rendimento da poupança seria menor do que quando a Selic está acima de 8,5%.
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