Mais de R$2 mil: Novo reajuste de 6,49% preparado ao salário mínimo anima estado

Reajuste de 6,49% impulsiona salário mínimo acima de R$2 mil e governo fortalece renda da população com novo valor

27/02/2026 às 18:30 · Tempo de leitura: 4 minutos

Ilustração salário mínimo (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Reajuste de 6,49% impulsiona salário mínimo acima de R$2 mil e governo fortalece renda da população com novo valor

O salário mínimo regional de Santa Catarina entrou no centro do debate econômico estadual após a confirmação de um reajuste médio de 6,49%. O novo percentual elevou as quatro faixas do piso e aproximou parte delas da marca de R$ 2 mil.

Além disso, o acordo envolveu sindicatos de trabalhadores e representantes patronais, que fecharam a negociação em Florianópolis após rodadas intensas de conversa.

Esse reajuste não surgiu por acaso. As entidades analisaram a inflação acumulada e buscaram garantir ganho real aos trabalhadores. Ganho real significa aumento acima da inflação, ou seja, crescimento do poder de compra.

Ilustração salário mínimo e trabalhadores (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Portanto, quando o salário sobe mais do que os preços, o trabalhador consegue comprar mais do que comprava antes.

Com o novo acordo, a primeira faixa do piso passou para R$ 1.842,00. A segunda subiu para R$ 1.908,00. Já a terceira chegou a R$ 2.022,00. Por fim, a quarta faixa alcançou R$ 2.106,00. Cada faixa atende setores diferentes da economia, como agricultura, comércio e indústria.

Esses valores valem para trabalhadores que não possuem salário definido por convenção coletiva específica. Ou seja, quando sindicatos e empresas não fixam um valor próprio em acordo formal, o piso regional serve como referência obrigatória.

Assim, o Estado estabelece um mínimo acima do salário nacional para determinadas categorias.

Qual é o valor do salário mínimo de 2026?

Enquanto isso, o salário mínimo nacional também passou por reajuste recente. Em 2026, o governo federal elevou o valor de R$ 1.518 para R$ 1.621. O aumento foi de 6,79% e entrou em vigor em 1º de janeiro. Os empregadores pagaram o novo valor já no início de fevereiro.

O cálculo do mínimo nacional considerou o INPC. O INPC é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Esse índice mede a variação dos preços para famílias de menor renda. Portanto, ele mostra quanto os produtos e serviços ficaram mais caros ao longo do ano anterior.

Além das negociações políticas, técnicos do Dieese acompanharam o processo em Santa Catarina. O Dieese é o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Contudo, a entidade produz estudos sobre salários e inflação e orienta sindicatos com dados técnicos. Por isso, sua participação ajudou a embasar os números apresentados na mesa de negociação.

Ainda assim, o reajuste provoca efeitos diferentes na economia. De um lado, trabalhadores ganham mais renda e podem ampliar o consumo. Com mais consumo, o comércio tende a vender mais. Por outro lado, empresas enfrentam aumento de custos na folha de pagamento.

Por fim, Santa Catarina definiu um aumento médio de 6,49% no piso regional e manteve valores que já superam o mínimo nacional. Ao mesmo tempo, o Brasil aplicou reajuste de 6,79% no salário mínimo federal. Agora, trabalhadores acompanham os efeitos no bolso, enquanto empregadores recalculam custos e projetam os próximos meses.

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