Nem Lula esperava: Lei entra em vigor e novo salário mínimo sobe para R$ 1.733 à lista de CLTs em 2025

Nem Lula esperava que a Lei entrasse em vigor e o novo salário mínimo subisse para R$ 1.733 beneficiando a lista de CLTs em 2025

23/02/2025 às 17:15 · Tempo de leitura: 7 minutos

Lula - Salário Mínimo (Foto: Reprodução)

Nem Lula esperava que a Lei entrasse em vigor e o novo salário mínimo subisse para R$ 1.733 beneficiando a lista de CLTs em 2025

A surpresa foi grande, até para o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma medida inesperada, a nova legislação que estabelece o aumento do salário mínimo entrou em vigor, elevando o valor para R$ 1.733 em 2025.

A mudança atinge diretamente alguns trabalhadores da CLT, trazendo um alívio financeiro em um cenário de constante pressão sobre a economia.

O TV Foco, a partir do seu time de especialistas em finanças e das informações do RBS TV da Globo, detalha agora o novo valor do salário mínimo regional do Rio Grande do Sul.

Novo salário mínimo

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) aprovou, em 3 de dezembro de 2024, um reajuste de 5,25% no salário mínimo regional, elevando o piso de R$ 1.573,89 para R$ 1.656,51, com a terceira faixa sendo de R$ 1.733,10.

Novo salário mínimo (Foto: Reprodução)

A medida, proposta pelo governo de Eduardo Leite (PSDB), beneficiará cerca de 1,2 milhão de trabalhadores formais e informais, especialmente em setores sem acordos coletivos, como agricultura, construção civil e serviços domésticos.

Os deputados Felipe Camozzatto (NOVO), Guilherme Pasin (PP) e Rodrigo Lorenzoni (PL) questionaram a própria existência do piso regional e votaram contra o projeto (PL 357/2024), que foi aprovado com 40 votos a favor.

Negociações e Pressões Sindicais

O reajuste resultou de meses de negociações entre o governo, as centrais sindicais e as entidades patronais.

Enquanto os empregadores defendiam um aumento de 2,21%, as centrais sindicais pressionavam por 8,45%, argumentando que o índice aprovado não repõe as perdas inflacionárias acumuladas desde 2023.

A CTB-RS e o PT propuseram emendas para elevar o percentual para 9%, mas rejeitaram a proposta. O vice-governador Gabriel Souza justificou o índice de 5,25% como um equilíbrio entre a valorização do trabalhador e a sustentabilidade econômica das empresas.

Novas Faixas Salariais e Categorias Beneficiadas

O piso regional divide-se em cinco faixas, com valores atualizados conforme o setor:

  • Faixa I (R$ 1.656,51): Agricultura, pecuária, construção civil, empregados domésticos e motoboys.
  • Faixa II (R$ 1.694,66): Indústrias de vestuário, calçados, saúde, telecomunicações e limpeza.
  • Faixa III (R$ 1.733,10): Comércio geral, indústrias de alimentação e mobiliário.
  • Faixa IV (R$ 1.801,55): Metalúrgicos, gráficos, vigilantes e profissionais da educação.
  • Faixa V (R$ 2.099,27): Técnicos de nível médio.
Entenda dinâmica do salário mínimo (Foto: Agência Brasil)

Impacto

O governo destacou que o reajuste busca recompor a inflação do último ano e manter a competitividade do estado frente a regiões com características socioeconômicas similares, como Santa Catarina e Paraná .

Para o Executivo, a medida estimula a formalização do emprego e o consumo interno, além de reduzir desigualdades salariais.

Entretanto, sindicatos criticam a falta de retroatividade e alegam que o valor ainda está abaixo do necessário para recuperar o poder de compra.

Rio Grande do Sul tem salário mínimo diferente de outros estados (Foto: Divulgação)

Quanto vai ser o salário mínimo do Brasil em 2026?

O salário mínimo no Brasil em 2026 está projetado para ser de R$ 1.595. Representando um aumento de 7,5% em relação ao valor de 2025 (R$ 1.518).

Contudo, esse reajuste considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB dos dois anos anteriores. Porém, estudos indicam que o poder de compra pode permanecer estagnado até 2026.

CONCLUSÃO 

Por fim, o reajuste de 5,25% no piso regional gaúcho reflete um esforço para equilibrar demandas trabalhistas e realidade econômica, mas deixa lacunas.

Porém, enquanto o governo celebra a manutenção da competitividade empresarial, sindicatos reforçam a urgência de políticas mais ousadas para recuperar perdas históricas.

Além disso, o tema segue como pauta prioritária, especialmente em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, que também adotam pisos regionais .

Veja também matéria especial sobre: Até R$ 5.000 na conta e reajuste no salário mínimo: Substituta de Renata paralisa JN com novo benefício de Haddad.

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