Fim de uma Era: O encerramento de serviço vital em 334 lojas do Atacadão e anúncio oficial às pressas
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Atacadão anunciou medida que colocou fim em uma era em mais de 300 lojas (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Lennita/Atacadão/Freepik)
Após situação imperdoável, o Atacadão acabou colocando fim em serviço vital em cerca de 334 lojas e um anúncio oficial expondo situação foi feito às pressas
Como muitos já sabem, o Atacadão é o atacarejo mais popular entre consumidores. Pertencente ao grupo Carrefour, ele está ativo desde 1962 e é reconhecido pela sua variedade e preço baixo.
Porém, em abril de 2023, ele promoveu uma grande mudança operacional e tomou sérias medidas para eliminar de forma mais definitiva as práticas discriminatórias e aprimorar a experiência de todos os clientes de forma democrática.
De acordo com o Seu Crédito Digital, a medida anunciada às pressas pela própria varejista envolvia a interrupção de um dos seus serviços até então vitais na dependência das suas 334 lojas, a circulação dos fiscais de prevenção pelos corredores.
Essa decisão veio como resposta às acusações contundentes de racismo que levaram a protestos e críticas de figuras públicas, incluindo o presidente Lula.
Alvo de críticas
Ainda de acordo com o portal, o Atacadão já enfrentava crescentes críticas devido a incidentes de racismo em suas lojas.
Com isso, a presença constante de fiscais de prevenção já não estava sendo bem vista como uma solução preventiva e sim como um fator de tensão adicional.
Após esse “fim de uma era” no sistema até então aplicado em massa, o novo formato permite que esses profissionais atuam de pontos fixos, sempre sob vigilância de câmeras de segurança. O que garante tanto a segurança quanto um tratamento justo e igual para todos.
Para isso, a empresa buscou a assistência da Universidade Zumbi dos Palmares para formar uma iniciativa abrangente que aborda a discriminação racial de diversas maneiras.
Essa parceria gerou programas de treinamento em diversidade e desenvolveu campanhas de conscientização que são implementadas contínua e consistentemente para todos os colaboradores da rede.
A varejista enxergou como um passo para reformar não apenas as políticas internas, mas também para promover um ambiente acolhedor e respeitador.
Mas o que aconteceu para o Atacadão e Carrefour tomarem essas medidas antirracistas?
De acordo com o portal Valor, um dos casos mais chocantes envolveu a professora Isabel Oliveira, que afirmou que foi perseguida por um segurança de uma loja em Curitiba até deixar o local.
Durante o protesto, ela voltou à loja e tirou as roupas, ficando só de calcinha e sutiã, para terminar de fazer as compras. A ação foi transmitida em seu perfil no Instagram.
Em outro caso ocorrido no dia 7 de abril, desta vez numa loja do hipermercado Carrefour em Alphaville (SP), o artista Vinicius de Paula acusou a empresa de tratamento discriminatório, após ter sido impedido de usar um caixa preferencial que não tinha clientes na fila.
Foi após esses dois episódios imperdoáveis que as entidades Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) e Centro Santos Dias de Direitos Humanos abriram uma ação civil pública contra o Atacadão e o Carrefour.
O Atacadão é administrado pelo Grupo Carrefour (Foto Reprodução/Internet)
Universidade Zumbi dos Palmares (Foto Reprodução/A Semana)
Professora fez protesto em unidade do Atacadão de Curitiba (PR) e alegou que foi alvo de racismo (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Importância do Atacadão:
Com 59 anos de história e presença em mais de 170 cidades, o Atacadão é reconhecido como a maior rede atacadista de alimentos do país em número de lojas, garantindo o abastecimento de comerciantes em cerca de 5,8 mil município.
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