O brasileiro nunca viu tanta televisão.

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Levantamento do Ibope, mostra que o brasileiro permaneceu durante 5 horas e 28 minutos por dia diante o televisor em 2011, nove minutos a mais do que em 2010, vinte a mais do que em 2008 (veja quadro).

Diferentemente de 2010, em que houve queda no consumo de TV pelos mais jovens e mais ricos, no ano passado todos os segmentos etários e econômicos registraram aumento no tempo de permanência com o televisor ligado.

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A maior alta se verificou nas classes DE. Os mais pobres passaram a assistir televisão durante 6 horas e 16 minutos por dia, quase meia hora a mais do que em 2010 (5 horas e 50 minutos). Diariamente, eles vêem 1 hora e 20 minutos a mais de TV do que os mais ricos (AB).

Na divisão por faixas etárias, as maiores altas, de 4%, ocorreram entre crianças (4 a 11 anos) e adultos de 35 a 49 anos.

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Para Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Mídia Brasil, os números mostram que a televisão não está perdendo público, apesar do avanço e da oferta de vídeo pela internet.

“De verdade, as pessoas estão ficando mais tempo sintonizadas na televisão, porque há uma programação de alta qualidade. As novas mídias não estão afastando o telespectador da TV porque as pessoas dividem seu tempo entre todas as mídias”, diz.

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Os dados são baseados no PNT (Painel Nacional de Televisão), como o Ibope chama sua medição nacional.

TV aberta

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O crescimento no tempo de permanência com o televisor ligado, no entanto, não refletiu em maior audiência para as grandes redes.

No ano passado, Globo e Record apresentaram pequenas quedas, e só o SBT cresceu (e apenas 0,2 ponto na média diária).

O maior crescimento foi nos chamados “OCNs” (sigla para outros canais), que incluem dezenas de canais UHF, canais pagos e até canais de segurança de condomínios sintonizados pelos telespectadores que fazem parte da amostra para medição de audiência de TV aberta.

Os OCNs oscilaram de 3,7 pontos na média diária em 2010 para 4,4.

As informações são do colunista Daniel Castro, do R7.