Fechamento inesperado de agência do Santander em São Paulo afeta idosos e moradores afirmam que ninguém recebeu aviso
O fechamento repentino de agências do Santander em São Paulo se transformou em um episódio que ainda repercute nas ruas e nos corredores das entidades de classe. Clientes das agências de Vila Formosa, Conselheiro Carrão e outras regiões, chegaram em unidades que frequentavam há anos e encontraram portas fechadas, tapumes e apenas um aviso impessoal grudado no vidro.
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A informação circulou primeiro por meio de denúncias e, aos poucos, desenhou-se o quadro de uma mudança estrutural que atingiu grande parte do estado.
O banco encerrou atividades sem sinalizar previamente aos correntistas e isso provocou desorientação, filas deslocadas e muita reclamação de quem depende do atendimento físico para resolver pendências do cotidiano.
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Contudo, nos números frios, a história revela um movimento ainda mais amplo. Entre junho de 2024 e junho de 2025, o Santander encerrou 558 agências no país e reduziu a rede de 2.446 para 1.888 unidades.
Por que o Santander está fechando agências?
Além disso, São Paulo aparece como o ponto mais afetado nessa reconfiguração e registrou diminuição de cerca de 16% na estrutura física entre 2019 e 2024. A estratégia de digitalização avança e substitui balcões por aplicativos, enquanto grande parte da população ainda tenta acompanhar a mudança com certa dificuldade.
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Contudo, muitos moradores relatam que precisaram buscar atendimento em bairros distantes e perderam tempo em deslocamento para serviços antes resolvidos perto de casa.
Além das portas fechadas, cresceu a insatisfação visível nas redes sociais e nas filas que surgiram em outras agências ainda ativas. Como consequência da falta de aviso, casos de clientes idosos se multiplicaram e incluíram situações de quem caminhou até o endereço antigo sem sequer imaginar a mudança.
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Porém, enquanto isso, o Santander sustenta argumento diferente e afirma que o processo acompanha o movimento global de eficiência operacional. O banco aponta que canais digitais absorvem grande parte das demandas e que o cliente consegue resolver quase tudo no celular.
Apesar da justificativa institucional, a realidade encontrada nas calçadas mostra que a transição não alcança o mesmo ritmo para todos os perfis de usuários. Isso tornou o tema ainda mais sensível nas regiões com grande concentração de idosos.
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Por fim, o banco moderniza sua estrutura e alega eficiência, mas a pressa em cortar agências sem aviso amplia o desgaste com o público e aprofunda a sensação de abandono em regiões desassistidas. A digitalização avança, mas a transição incompleta não alcança igualmente todas as faixas sociais.
