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O resgate de obras clássicas da teledramaturgia brasileira por meio das plataformas de streaming costuma reacender o carinho do público por grandes nomes que marcaram a televisão e a música nacional. Com a disponibilização da novela “Por Amor” no catálogo do Globoplay, telespectadores e internautas voltaram a acompanhar o trabalho da atriz e cantora Edyr de Castro.
A artista, que alcançou o estrelato na década de 70 e interpretou personagens memoráveis em folhetins da Plim-Plim, passou seus últimos anos de vida enfrentando os desdobramentos neurológicos do mal de Alzheimer, afastada dos holofotes e residindo no Retiro dos Artistas.
De acordo com o portal Agência Brasil, Edyr faleceu aos 72 anos de idade no Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
A morte ocorreu em decorrência de um quadro severo de pneumonia que evoluiu para falência múltipla dos órgãos, após conviver de forma resiliente com a patologia neurodegenerativa por cerca de oito anos.
Antes de consolidar sua presença nas produções diárias da televisão, Edyr de Castro já havia abrilhantado o seu nome na história da cultura pop brasileira.
Carioca, nascida em setembro de 1946, iniciou sua trajetória artística no final da década de 60, participando da montagem nacional do musical Hair, espetáculo esse que sofreu severa opressão na época da ditadura.
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Em 1976, foi integrada ao sexteto As Frenéticas, tornando-se o maior símbolo da era de ouro das discotecas no país, emplacando hinos geracionais inesquecíveis.
Com o término do ciclo áureo da disco music, ela canalizou sua versatilidade para a atuação ficcional:
Os primeiros indicativos de comprometimento cognitivo manifestaram-se de forma bastante sutil, mas a confirmação diagnóstica do mal de Alzheimer ocorreu de forma conclusiva anos depois.
Diante da necessidade de acompanhamento médico contínuo, terapias ocupacionais especializadas e maior convivência social com indivíduos de sua própria geração, Edyr tomou a decisão de transferir sua residência para o Retiro dos Artistas, conceituada instituição de acolhimento localizada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde passou seus últimos dias.
Ao contrário das narrativas de abandono frequentemente associadas a abrigos de idosos, a gerência da instituição destacava o perfil participativo mantido pela cantora.
O ator e diretor Stephan Nercessian, presidente da entidade e antigo colega de trabalho, relatou que a artista encarava as limitações com imensa resiliência, realizando sessões de fisioterapia e dinâmicas cognitivas fornecidas pelo retiro, sem adotar isolamento.
Na esfera pessoal, a artista concentrou seus laços afetivos na relação com sua filha Joy, fruto de seu casamento de longa data com o prestigiado compositor e músico Zé Rodrix, e com sua neta.
Mesmo com o avanço gradativo do esquecimento provocado pela doença, a família preservou a imagem pública da cantora, limitando a exposição de sua intimidade nas fases mais agudas.
A hospitalização de urgência deu-se para tratar a infecção bacteriana nos pulmões, complicação comum em pacientes acometidos por demências avançadas devido ao comprometimento natural do sistema imunológico.
Os ritos de despedida foram conduzidos de forma restrita por seus familiares no Memorial do Carmo, seguidos da cremação do corpo da artista em 2019. Mas, apesar do triste adeus, o seu legado permanece em destaque.
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Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.