Descanse em paz: O fim de 3 refrigerantes populares do Assaí, Carrefour e + mercados

Refrigerantes deram adeus para as prateleiras dos supermercados como Assaí e Carrefour (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Freepik)
Você se lembra deles? Saiba por que esses 3 refrigerantes amados e históricos sumiram das prateleiras do Assaí e de outros mercados
As prateleiras dos grandes supermercados, como Assaí, Carrefour e mais, funcionam como verdadeiros termômetros culturais e econômicos do país. Quem percorre os corredores de gigantes do varejo hoje dificilmente imagina a batalha de sabores de refrigerantes que acontecia ali há algumas décadas.
Marcas que ditaram o ritmo de festas infantis e almoços de domingo praticamente evaporaram do mapa comercial brasileiro.
Essa transformação drástica no portfólio das grandes redes faz com que muitos clientes saudosistas curvem-se diante da nostalgia e até mesmo de uma certa tristeza ao perceber o fim de marcas populares que outrora coloriam as gôndolas.
Sendo assim, com base em informações do portal Wiki, abordaremos abaixo os seguintes assuntos:
- A popularidade do Pop Laranja e a decisão que mudou o curso das coisas;
- A chegada do Crush e sua perda de espaço no Brasil;
- O investimento e a despedida da 7Up;
- O cenário do consumo da bebida no país.
O Pop é pop!
A Companhia Antarctica Paulista lançou o Pop Laranja em 1977, transformando a bebida em um verdadeiro fenômeno cultural durante a década de 1980.
A empresa utilizou o carisma do palhaço Bozo para fixar o famoso slogan “Tem Laranja na Garrafa” na mente de toda uma geração de crianças e adultos.
No entanto, a criação da Ambev, fruto da fusão entre a Antarctica e a Brahma, traçou o destino final do produto.
A fim de otimizar o portfólio e evitar a concorrência interna de sabores cítricos na mesma empresa, a nova gigante do setor optou por descontinuar o Pop Laranja.

A companhia concentrou todos os seus esforços de marketing e distribuição na Sukita, selando definitivamente o destino do antigo refrigerante.
Bye bye, Crush!
Com origem norte-americana datada de 1911, a Crush desembarcou no Brasil com a missão clara de travar uma batalha direta contra a Fanta pelo mercado de bebidas de laranja.
Durante anos, engarrafadoras regionais fortes, como a mineira Golé e a paulista NewAge, garantiram a presença maciça da marca nos pontos de venda espalhados pelo país.
Contudo, a marca enfrentou sérios problemas com a não renovação das licenças de fabricação nos anos 1990.

Embora a empresa tenha ensaiado um retorno regional no Ceará em 2011 com a versão “Crush Cajuína“, a marca perdeu fôlego em âmbito nacional.
Atualmente, a Keurig Dr Pepper detém os direitos da Crush, mas o produto sobrevive apenas em nichos de importação e mercados extremamente específicos, longe das gôndolas do grande varejo.
O auge do 7Up
A 7Up chegou ao Brasil ainda em 1995, amparada por um investimento financeiro massivo da sua fabricante.
A marca buscou visibilidade imediata e chegou a patrocinar grandes clubes de futebol nacional, como o Botafogo, para rivalizar com os gigantes do setor da bebida de limão.
A fórmula apostava no sabor límpido de limão-lima para desbancar os líderes consolidados daquele segmento.

Apesar de todo o esforço publicitário e da distribuição agressiva nos mercados, o público brasileiro não abraçou o refrigerante conforme os executivos esperavam.
Essa falta de identificação resultou na retirada do produto do mercado nacional já em 1997, apenas dois anos após o lançamento.
Embora os brasileiros não encontrem mais a garrafa verde nos mercados locais, a 7Up continua figurando como uma das marcas mais consumidas globalmente em outros países.
Qual é o cenário do consumo de refrigerantes no Brasil?
O desaparecimento dessas marcas icônicas reflete um movimento agressivo de afunilamento e consolidação do mercado de bebidas no Brasil.
Gigantes corporativas como Coca-Cola, Ambev e Pepsico consolidaram seu domínio absoluto ao longo dos anos 1990/2000, adquirindo marcas menores ou simplesmente eliminando concorrentes para maximizar a eficiência logística e os lucros.
Além da pressão feroz da grande indústria, o comportamento do próprio consumidor brasileiro dita os rumos do setor em 2026.
Pesquisas recentes indicam que 89% dos consumidores associam diretamente o consumo frequente da bebida gaseificada a problemas de saúde.
Essa preocupação consciente gerou uma queda expressiva de cerca de 25% no consumo dessas bebidas na última década.
Para tentar frear essa debandada e reter o público que busca equilíbrio, as fabricantes agora direcionam seus investimentos pesados para o desenvolvimento de:
- Fórmulas sem açúcar;
- Embalagens com apelo sustentável.
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