Dívida de R$2BI e intervenção do Banco Central: O fim de banco tradicional e cidadãos abalados

Banco tradicional acabou tendo fim após dívida bilionária (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/bc/Lennita/GMN)
A história real do rombo de R$ 2,1 bilhões de banco tradicional do Paraná e como a dívida paralisou o estado por 24 anos
A história econômica do estado do Paraná é marcada por um capítulo de ascensão meteórica e uma queda que custou décadas de estagnação financeira. O encerramento definitivo do Banco de Desenvolvimento do Paraná (BADEP), um dos bancos mais tradicionais da história, não foi apenas o fim de uma instituição financeira, mas o desfecho de uma crise que gerou uma dívida bilionária e paralisou o estado por 24 anos.
Sendo assim, com base em informações do portal Wiki, trazemos abaixo tudo sobre esse colapso e como toda essa situação abalou não apenas os clientes, como os cidadãos paranaenses como um todo.
Fundação e anos de ouro
No ano de 1962, a semente do banco foi plantada com a criação da Companhia de Desenvolvimento do Paraná (CODEPAR), por meio da Lei Estadual n° 4.529/62. O foco era reconstruir a infraestrutura básica do estado.
Em dezembro de 1968, a CODEPAR foi reformulada e transformada oficialmente no BADEP.
A partir daqui, ele passou a ser o braço direito do Governo do Paraná, injetando crédito nos setores industrial, agrícola e privado, sendo o motor do crescimento paranaense por duas décadas.

O princípio do fim
Mas o que era fomento tornou-se um pesadelo estatal. Isso porque o BADEP acumulou um passivo gigantesco de R$ 2,1 bilhões junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Logo, a dívida impagável bloqueou o estado do Paraná de contrair novos empréstimos.
Por cerca de 24 anos, investimentos em saúde, educação e infraestrutura foram drenados para cobrir o rombo, transformando contribuintes em vítimas diretas da insolvência da instituição.
Banco Central intervém
Diante disso, o Banco Central (BACEN) precisou intervir para evitar um colapso ainda maior no sistema financeiro nacional.
No ano de 991 foi decretada a liquidação extrajudicial. Diferente de uma intervenção comum (que tenta salvar o banco em seis meses), a liquidação extrajudicial visa o encerramento definitivo, vendendo ativos para pagar credores.

Em 1993, o regime evoluiu para liquidação ordinária, retirando oficialmente o banco de qualquer atuação no mercado aberto.
Extinto de vez
O processo de “limpar o nome” do banco e resolver a tensão com o BNDES foi exposto ao TCE-PR, revelando as dificuldades da batalha jurídica final.
No dia 5 de setembro de 2019, após décadas de agonia administrativa, o BACEN aprovou o cancelamento da autorização de funcionamento e o BADEP foi extinto definitivamente.
Quem assumiu o que sobrou do BADEP?
Para que o Paraná não ficasse órfão, uma nova estrutura foi desenhada para restaurar a credibilidade do estado sem repetir os erros do passado.
A Fomento Paraná assumiu a gestão plena de todos os ativos, direitos e créditos resultantes da liquidação.
O Governo do Estado assumiu o passivo, garantindo a quitação das obrigações e permitindo que a nova instituição nascesse “limpa”.
Mas, ao contrário do antigo banco, a Fomento Paraná atua hoje estritamente como uma agência de desenvolvimento, sujeita a regras de conformidade e concessão de crédito muito mais rígidas para evitar novos rombos bilionários.
Vale destacar que buscamos nos arquivos históricos qualquer posicionamento do BADEP, mas sem sucesso. No entanto, o espaço permanece aberto para que a entidade exerça seu direito de resposta
Qual é a importância da Fomento Paraná hoje?
De acordo com o portal oficial do Governo do Paraná, a Fomento Paraná é crucial hoje como principal braço financeiro do governo estadual para o desenvolvimento econômico, liberando centenas de milhões de reais em microcrédito e infraestrutura municipal.
Afinal de contas, ela impulsiona pequenos negócios, gera empregos e atua na descentralização da economia, focando em regiões de menor renda (baixo/médio-baixo IPDM).
Conforme citamos acima, a instituição atua como agente com alta capilaridade, conta com mais de 330 parcerias com municípios e facilita o acesso ao crédito com taxas competitivas.
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