
Mc Carol (Foto: Reprodução)
A cantora Mc Carol, autointitulada “Carol Bandida”, apesar de ter apenas 23 anos, já é considerada um importante nome recente na defesa dos direitos das mulheres. Em entrevista para o Ego, ela falou mais sobre o assunto.
“Eu acho que a mulher já conquistou muita coisa e ainda tem muita coisa pela frente. Por exemplo, a minha bisavó nunca trabalhou, sempre foi dona de casa, foi criada para ter filho, casou cedo e teve nove. Hoje em dia a gente vê muita mudança, as mulheres não querem ser só isso. Vou dar exemplo por mim, quero casar, ter filho, mas não quero só isso, não quero ser só a mulher de alguém”, comenta.
No entanto, ela descobriu o que era feminismo recentemente. “Ano passado, no camarim de um show, falaram sobre feminismo. Perguntei o que era para a minha empresária, ela me explicou e eu vi que nasci feminista”, explica.
Ela também comentou as críticas que o funk sofre. “Se o funk é musica de bandido não sei, só sei que o funk salvou muitas vidas e salvou a minha. Na verdade nunca gostei de funk, não podia ouvir porque meus bisavós não deixavam. Fui criada ouvindo Cartola, Elis, e eu gosto. Com 14 anos me levaram em um baile, eu já escrevia musica, acabei cantando, o pessoal gostou e daí em diante foi. Nessa época foi difícil, quando você está sozinho, sem dinheiro, sem ninguém, você recebe tantas propostas ruins… Se não fosse o funk eu não sei se estaria viva ou solta. Poderia estar presa, estar morta”, revela.
“Posso afirmar que o funk me salvou das drogas, do tráfico, de muitas coisas. Eu poderia ter colado com alguém ruim, poderia não ter dinheiro, mas sou grata ao funk. Às vezes me emociono quando chego em um show e está lotado, todo mundo cantando. Acredito que o funk também salvou muita gente: djs, dançarinos, pessoas que trabalham na equipe, mc’s.Talvez se o funk não existisse, essas pessoas, que são maioria de comunidade, estariam perdidas”, completa.
