Gil do Vigor esclarece que Nubank não demonstra sinais de quebra
Após a liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central, muitos brasileiros passaram a questionar se outros bancos digitais, como o Nubank, também correm risco de quebrar. Desse modo, o economista Gil do Vigor publicou um vídeo para esclarecer o tema e reforçar que a fintech não demonstra sinais de quebra.
Primeiramente, o economista fez um alerta aos correntistas: nenhum banco é imortal. Segundo ele, qualquer instituição financeira pode enfrentar dificuldades.
“Eu vou ser muito sincero, qualquer banco pode quebrar. Seja banco estatal, banco gigante, banco antigo. Não tem banco imortal”, iniciou Gil do Vigor.
Em seguida, o economista destacou que existem indicadores claros que ajudam o cliente a avaliar a saúde financeira de um banco e entender se o risco é maior ou menor.
De acordo com Gil do Vigor, o modelo de funcionamento dos bancos envolve riscos. Ao conceder empréstimos, cartões de créditos e financiamentos, a instituição assume a possibilidade de inadimplência dos clientes.
“O banco precisa ter capital próprio, dinheiro dele para aguentar qualquer tranco que acontecer. E aí é que entra um indicador para avaliar a saúde dos bancos, que é chamado índice de basileia”, disse Gil do Vigor.
Índice de Basileira
Desse modo, os bancos precisam manter uma segurança, conhecida como capital próprio, para absorver prejuízos em momentos de crise. É aí que entra o Índice de Basileira.
Esse índice mede a capacidade do banco de honrar seus compromissos mesmo em situação adversas.
De acordo com o economista, se um banco empresta R$ 100, ele precisa ter pelo menos R$ 11 em capital próprio, ou seja, 11% é o mínimo exigido para considerar a instituição saudável.
O Nubank apresenta um índice de Basileia em torno de 15%, bem acima do mínimo, segundo o economista.
“Para os riscos que o Nubank assume, ele tem como segurar prejuízo. Não é uma garantia de que nunca vai quebrar, mas é um bom sinal de saúde financeira”, explicou Gil do Vigor.
Lucro também conta
Além disso, o economista também reforçou a importância do resultado financeiro da empresa.
O Nubank deixou o prejuízo para trás e passou a registrar lucros bilionários, o que fortalece ainda mais sua posição no mercado e reduz riscos no curto e médio prazo.

Comparação com o Will Bank
Ao comparar com o Will Bank, Gil do Vigor reforça que a situação era oposta. Antes da liquidação, a instituição já apresentava índice de Basileia negativo, um sinal claro de alerta.
Por fim, Gil do Vigor reforçou outro aviso importante: desconfie de bancos que oferecem CBDs com juros muito acima do mercado, pois isso pode indicar dificuldades financeiras e tentativa de captar dinheiro a qualquer custo.
Por que o Will Bank foi liquidado?
Nesta quarta-feira, 21, o Banco Central decretou a liquidação do Will Bank. Em setembro de 2025, a instituição já apresentava patrimônio líquido negativo de R$ 76 milhões, evidenciando prejuízos acumulados.
Em novembro do mesmo ano, o Banco Central liquidou o conglomerado Master, mas manteve o Will Bank em um regime especial.
De acordo com informações da Globo, esse regime era uma tentativa de evitar riscos ao sistema financeiro enquanto buscava uma solução.
Porém, três meses depois, sem alternativa viável, o Banco Central determinou a liquidação definitiva da instituição.
