
Sílvio Santos
“Não adianta as emissoras ficarem comprando formatos de empresas estrangeiras achando que assim resolverão o problema de audiência”
Quando o argentino Passarela, capitão da seleção argentina de 78, disse no sábado que nos anos 70 nenhum formato criado por seleção de futebol superava o talento dos jogadores brasileiros, eu logo me lembrei que o mesmo raciocínio pode ser feito com a televisão.
Passarela dizia que em 70 não adiantava colocar 3 jogadores marcando o Jairzinho, pois no outro extremo de jogo estava o Rivelino, o qual ficava sozinho e marcava o gol. Não adiantava colocar 3 jogadores marcando o Jairzinho e 3 marcando Rivelino porque Pelé ia lá e marcava. Se deixasse apenas um jogador contra outro brasileiro, o brasileiro superava o adversário e marcava. Assim está a TV nos dias de hoje.
Não adianta as emissoras ficarem comprando formatos de empresas estrangeiras achando que assim resolverão o problema do ibope, porque, primeiramente, a maioria absoluta dos formatos não é novidade na TV brasileira por já terem sido feitos exclusivamente pelo talento do produtor brasileiro.
Hoje falta sim talento nas emissoras, tanto em produção, quando em direção de programas, e pior que isso: falta talento à maioria absoluta de diretores e donos de emissoras que trazem a si uma responsabilidade de atividade que desconhecem e que deveriam entregar a gente que realmente conhece as necessidades da TV aberta para realizar um bom trabalho vinculado a ibope e lucro.
