Descubra o que o Serasa revela sobre quem não paga um acordo e entenda como essa decisão pode virar uma dor de cabeça financeira

Quando uma pessoa faz um acordo para quitar uma dívida e não paga, o problema não desaparece. Ele cresce. A Serasa explica que, quando o consumidor quebra o acordo, o nome pode voltar a aparecer nos cadastros de inadimplentes.

Continua depois da publicidade

Além disso, o desconto que o credor concedeu também se perde. A dívida volta com o valor original, cheia de juros e encargos. O que parecia uma solução pode se transformar em uma nova dor de cabeça financeira. E essa retomada acontece rapidamente.

http://tvfoco.uai.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Daniela-Mercury.jpg
Serasa anuncia comunicado para brasileiros com dívidas (Reprodução/ Montagem Tv Foco)

Porém, o impacto mais imediato está no crédito. O CPF volta a ser negativado e o score cai. A Serasa alerta que essa baixa no score afeta diretamente a capacidade de conseguir crédito no mercado.

Continua depois da publicidade

Contudo, o banco ou a loja consulta o histórico e vê que houve uma quebra de compromisso. E, para o sistema financeiro, isso pesa muito. O consumidor perde a credibilidade. E reconquistar essa confiança exige tempo, disciplina e pagamento regular.

Continua depois da publicidade

Além disso, quando o acordo é rompido, o credor pode reagir de várias formas. Ele pode acionar a Justiça, cobrar a dívida em juízo e pedir a penhora de bens ou bloqueio de contas. Essa medida acontece mais do que muita gente imagina. A Serasa detalha que, além da negativação, as multas e juros voltam a correr. Isso significa que o valor devido cresce mês após mês. Em pouco tempo, o débito pode dobrar.

O que acontece se não cumprir o acordo?

O impacto vai além do dinheiro. A pessoa sente o peso emocional. Não conseguir cumprir um acordo gera culpa, ansiedade e, muitas vezes, vergonha. Muita gente evita conversar com o credor. Mas esse silêncio costuma piorar a situação.

Continua depois da publicidade

No entanto, o ideal é manter o diálogo aberto. Avisar o credor antes do vencimento pode evitar que ele cancele o acordo. Muitas empresas aceitam renegociar de novo, desde que o cliente mostre boa vontade.

A Serasa recomenda sempre avaliar a real capacidade de pagamento antes de fechar qualquer negociação. O consumidor precisa saber quanto entra e quanto sai por mês. Um acordo só funciona quando as parcelas cabem no orçamento. Se o valor for alto demais, o risco de quebrar o contrato aumenta. E quanto mais quebras ocorrem, mais difícil fica conseguir novos acordos vantajosos.

Porém, se o acordo já foi quebrado, ainda existe saída. O primeiro passo é entrar em contato com o credor. Pergunte se é possível fazer uma nova proposta. A Serasa lembra que, depois que o consumidor paga a dívida, o órgão deve retirar o nome do cadastro negativo em até cinco dias úteis. Esse prazo começa a contar após a confirmação do pagamento.

Continua depois da publicidade

Por fim, se a pessoa apenas deixa de pagar, sem quitar ou renegociar, o credor não tem obrigação de remover a restrição. A dívida permanece ativa e os juros continuam correndo. Cada parcela atrasada pesa mais. A conta cresce. O crédito encolhe.